O processo de check-in é obrigatório para todos os passageiros que pretendem embarcar num voo comercial. Este procedimento confirma a presença do passageiro e da respetiva bagagem junto da companhia aérea, sendo condição essencial para obter o cartão de embarque e aceder à zona de embarque.
De acordo com a ANA Aeroportos, existem várias formas de efetuar o check-in, desde a tradicional ida ao balcão até às opções digitais. O recurso à aplicação da ANA permite realizar o check-in para diversas companhias aéreas e obter o cartão de embarque de forma prática. Em alternativa, o passageiro pode visitar o site da sua companhia e seguir as instruções.
Antecedência recomendada varia consoante o destino
O tempo aconselhado para fazer o check-in presencial varia de acordo com a natureza do voo. Para os destinos inseridos no Espaço Schengen, a ANA recomenda uma antecedência de 90 minutos. Já para os voos europeus fora deste espaço, o tempo mínimo sobe para 120 minutos. Em voos intercontinentais, esse intervalo é de, pelo menos, 180 minutos.
Segundo a mesma fonte, o check-in online pode geralmente ser feito a partir de 48 horas antes da partida, com exceções como os voos para os Estados Unidos ou Suíça, que só permitem o processo a partir de 24 horas de antecedência.
Soluções digitais sem ligação à internet
Uma das soluções mais práticas para aceder ao cartão de embarque é através da aplicação móvel da companhia aérea ou da ANA Aeroportos. Nestes casos, o cartão pode ser armazenado e consultado mesmo sem ligação à internet.
Conforme a ANA Aeroportos explica, no caso dos dispositivos Apple, o cartão de embarque pode ser guardado na aplicação Wallet, instalada de origem nos iPhones. Para utilizadores Android, existem várias aplicações disponíveis no Google Play com a mesma funcionalidade.
E se o telemóvel ficar sem bateria?
A resposta depende da companhia aérea. No caso da Vueling, por exemplo, se houver falhas no acesso digital ao cartão de embarque, o passageiro pode dirigir-se ao balcão da companhia e obter uma versão impressa, sem qualquer custo adicional.
Esta possibilidade aplica-se também a casos em que o passageiro tenha ficado sem bateria ou tenha problemas com a aplicação. Na companhia de bandeira TAP Air Portugal, pode também dirigir-se ao balcão de atendimento e pedir um bilhete impresso sem custos adicionais.
Segundo a mesma fonte, a impressão gratuita aplica-se desde que o passageiro já tenha feito o check-in online e se dirija ao balcão antes do encerramento do mesmo.
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Ryanair cobra taxa de reemissão
A situação muda quando se trata da Ryanair. A companhia irlandesa impõe uma taxa de reemissão no valor de 20 euros se o passageiro não apresentar o cartão de embarque no aeroporto. Conforme explica a companhia aérea de baixo custo, o cartão pode ser acedido através da aplicação, mas se o passageiro não tiver a app instalada ou não conseguir aceder à mesma, será necessária a emissão no balcão, com o respetivo custo.
A empresa refere ainda que a companhia incentiva o uso da aplicação oficial, onde os cartões de embarque podem ser armazenados e consultados sem necessidade de ligação à internet.
Evitar atrasos e imprevistos
A ANA Aeroportos aconselha os passageiros a planearem a chegada ao aeroporto com antecedência, tendo em conta os controlos de segurança e, no caso de voos fora do espaço Schengen, os controlos de passaporte. O cumprimento dos horários recomendados ajuda a evitar imprevistos, como o encerramento do check-in ou a perda do voo.
Check-in presencial continua a ser uma opção viável
Apesar da crescente digitalização do processo, o balcão de check-in continua a ser uma alternativa disponível para os passageiros que prefiram o atendimento presencial ou que não tenham conseguido efetuar o processo online. A ANA sublinha que esta opção permanece válida e pode ser especialmente útil para quem viaja com bagagem de porão.
Confirmar as regras da companhia aérea
Cada companhia tem políticas próprias quanto à antecedência, métodos de check-in disponíveis e custos associados. Por isso, é essencial confirmar previamente as condições específicas aplicáveis ao voo em causa.
Segundo a Vueling, é recomendável consultar a possibilidade de realizar o check-in online e verificar se o aeroporto de partida oferece esse serviço. Há ainda aeroportos onde esta funcionalidade digital pode não estar ativada.
Em caso de perda de acesso ao cartão de embarque digital, o passageiro pode, em muitos casos, recorrer ao balcão da companhia. No entanto, como escreve a Ryanair, essa alternativa pode implicar custos adicionais, pelo que é prudente garantir bateria suficiente no telemóvel ou ter uma cópia impressa como plano de contingência.
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