A Ryanair anunciou uma alteração nas regras da bagagem de mão que pode vir facilitar a vida a muitos passageiros: a companhia vai permitir malas ligeiramente maiores, sem cobrar mais por isso. Esta decisão surge numa altura em que se discute uma nova norma europeia sobre o tema e pretende alinhar a transportadora irlandesa com os futuros padrões exigidos. Esta mudança vem beneficiar muito os consumidores, mas o diretor executivo da companhia admite ‘não concordar’, dizendo que prefere que os passageiros viajem sem mala.
Novas dimensões
Até agora, quem viajava com a Ryanair só podia levar gratuitamente um volume com 40x25x20 centímetros, com capacidade para cerca de 20 litros. Com a nova política, essa profundidade aumenta cinco centímetros, passando para 40x25x25 centímetros, o que representa uma capacidade de 24 litros. No entanto, mantém-se o limite máximo de 10 quilos por mala.
Segundo o Notícias Trabajo, a mudança entrará em vigor nas próximas semanas, à medida que forem instalados os novos medidores nos aeroportos onde a companhia opera
Mudança antecipada face à nova lei europeia
O Parlamento Europeu prepara-se para aprovar uma nova regulação que vai definir dimensões uniformizadas para a bagagem de mão em todas as companhias aéreas da União Europeia. A proposta prevê medidas standard de 40x30x15 centímetros.
Embora diferentes nas proporções, a nova mala da Ryanair vai além no que toca à profundidade. Isto poderá beneficiar passageiros com mochilas ou sacos mais largos, oferecendo-lhes maior flexibilidade sem custos adicionais.
A futura legislação pretende sobretudo eliminar surpresas no embarque, dando mais clareza aos passageiros sobre o que podem ou não levar consigo, de acordo com a fonte acima citada.
Ryanair mostra abertura, mas mantém discurso firme
Apesar do alívio nas regras, o diretor executivo da Ryanair, Michael O’Leary, voltou a mostrar-se contra o excesso de bagagem, nomeadamente de mão. “Prefiro que os passageiros voem sem mala”, afirmou recentemente, mantendo o tom provocador que, segundo o Notícias Trabajo, o caracteriza.
Ao mesmo tempo, várias companhias aéreas manifestaram já a sua oposição à proposta europeia. A principal preocupação prende-se com a possível perda de receitas associadas ao transporte de volumes adicionais.
O receio é que essa perda acabe por ser compensada com um aumento no preço dos bilhetes, algo que poderá penalizar o consumidor final.
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