A utilização de utensílios reutilizáveis no quotidiano, associados a práticas mais sustentáveis, está a gerar preocupação depois de um incidente divulgado nas redes sociais ter chamado a atenção para um risco pouco discutido. Em causa está a possibilidade de ingestão acidental de fragmentos cortantes, com potenciais consequências para a saúde, num objecto presente em casas, cafés e restaurantes.
De acordo com o Marketeer, site especializado em marketing, publicidade e comunicação, o alerta surgiu após um vídeo publicado no TikTok por Breezie O’Brien, criadora de conteúdos digitais, que relatou ter ingerido acidentalmente um fragmento da sua própria palhinha de vidro.
A influencer explicou que apenas se apercebeu da situação quando sentiu algo sólido a deslizar pela garganta e, ao observar o utensílio, notou a ausência de uma pequena lasca. Pouco depois, identificou sangue na boca, o que a levou a procurar assistência hospitalar.
O momento do incidente
No hospital, os exames realizados indicaram que o fragmento já tinha sido expelido naturalmente, não tendo sido necessária qualquer intervenção cirúrgica. Ainda assim, os médicos recomendaram vigilância apertada durante os dias seguintes, devido ao risco de hemorragias internas associadas a cortes no trato digestivo.
Um risco físico pouco discutido
O relato rapidamente se tornou viral e gerou uma onda de reacções nas redes sociais. Muitos utilizadores admitiram ponderar abandonar este tipo de utensílios, enquanto outros partilharam experiências semelhantes ou demonstraram surpresa perante um risco que até então não tinham considerado.
Apesar de os casos graves serem raros, o perigo existe sempre que a palhinha apresente fissuras ou lascas, sobretudo quando estas passam despercebidas a olho nu.
Fragilidade e desgaste
O material em causa é geralmente considerado seguro do ponto de vista químico, não libertando substâncias nocivas para as bebidas. O problema reside na sua fragilidade.
Com o uso repetido, quedas acidentais ou choques durante a lavagem, podem formar-se microfissuras que enfraquecem a estrutura e facilitam o desprendimento de pequenos fragmentos cortantes.
Dados sobre acidentes
Dados divulgados por entidades de saúde apontam para cerca de mil atendimentos anuais em serviços de urgência nos Estados Unidos relacionados com acidentes envolvendo palhinhas de vários materiais.
Embora a maioria das ocorrências seja ligeira, os modelos de vidro e de metal surgem associados a lesões potencialmente mais graves quando comparados com alternativas mais flexíveis, como silicone ou papel.
Cuidados a ter no uso diário
A prevenção passa sobretudo por cuidados simples, mas consistentes. A inspecção regular antes de cada utilização, a substituição imediata de palhinhas com sinais de desgaste e a escolha de materiais mais seguros em contextos sensíveis, como o uso por crianças, são algumas das medidas mais referidas.
Segundo o Marketeer, o caso veio expor uma lacuna na percepção de risco associada a produtos reutilizáveis promovidos pela sua vertente ecológica. O episódio recorda que escolhas sustentáveis também exigem atenção à segurança e manutenção, sobretudo quando envolvem materiais frágeis utilizados em contacto directo com a boca.
















