Muitas pessoas confiam no frigorífico para conservar alimentos, mas nem todos sabem como usá-lo corretamente para garantir a segurança alimentar, sobretudo no caso da carne. Um simples erro no armazenamento pode ser suficiente para comprometer a qualidade do alimento e causar problemas de saúde.
De acordo com o Serviço de Inspeção e Segurança Alimentar dos Estados Unidos (FSIS), mesmo quando a carne parece estar em bom estado, sem alterações visíveis no cheiro, cor ou textura, pode já estar contaminada por microrganismos.
Segundo a mesma fonte, esses organismos têm a capacidade de se multiplicar a temperaturas acima dos 4 ºC, sem que haja sinais perceptíveis a olho nu.
O tempo importa
O prazo de conservação da carne crua no frigorífico é limitado. Conforme a publicação, cortes frescos de vaca, porco, vitela ou cordeiro devem ser consumidos no máximo até três dias após a compra, caso estejam armazenados à temperatura adequada. Exceder este período aumenta significativamente o risco de contaminação.
Se não tiver planos de cozinhar a carne dentro desse prazo, a recomendação passa por congelá-la a uma temperatura ideal de -18 ºC. Desta forma, a proliferação bacteriana é travada e o alimento pode ser guardado por muito mais tempo.
Zona fria do frigorífico
Para além do tempo, importa também saber onde colocar a carne. As zonas mais frias do frigorífico, normalmente a prateleira inferior, são as mais indicadas para guardar carne crua.
Explica o FSIS que esta localização evita o escorrimento de líquidos para outros alimentos, reduzindo o risco de contaminação cruzada.
É igualmente essencial manter a carne embalada e vedada. Segundo a mesma fonte, utilizar recipientes fechados ou películas aderentes pode ajudar a evitar a propagação de bactérias e maus odores.
Temperatura e manutenção
Outro ponto frequentemente ignorado é a regulação do próprio frigorífico. O FSIS aconselha verificar com regularidade se a temperatura se mantém estável, entre 0 ºC e 4 ºC.
A limpeza periódica do interior do frigorífico, incluindo gavetas e prateleiras, também é fundamental para garantir que bactérias não se acumulam em superfícies de contacto direto com os alimentos.
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A importância do descongelamento correto
Para quem congela carne, o processo de descongelamento deve ser igualmente cuidado. A publicação recomenda descongelar a carne no frigorífico, em vez de a deixar à temperatura ambiente.
Esta prática reduz o risco de que a parte externa do alimento atinja temperaturas que favorecem o crescimento de bactérias antes de o interior estar completamente descongelado.
Olhar atento aos sinais
Apesar de algumas bactérias não alterarem o aspeto da carne, há sinais que podem indicar que já não está em boas condições.
Se notar um odor ácido, uma textura viscosa ou descoloração, o melhor é descartar o alimento. O mesmo se aplica a carnes que ultrapassaram o prazo recomendado de refrigeração, mesmo que pareçam normais.
Planeamento evita riscos
Planear as refeições com base nos alimentos frescos disponíveis pode ajudar a minimizar desperdícios e evitar o consumo de carne que já não se encontra em condições ideais.
Comprar em quantidades ajustadas à necessidade e respeitar os prazos de conservação, como explica a FSIS, são formas simples de garantir mais segurança alimentar.
No caso da carne, esse cuidado é ainda mais relevante, dada a sua maior sensibilidade ao crescimento bacteriano. A adoção de pequenas rotinas de vigilância, como verificar datas, temperaturas e o estado do alimento, pode fazer toda a diferença.
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