Com o aumento das temperaturas em Portugal, é cada vez mais comum ver pessoas a utilizarem mini ventoinhas como forma de aliviar o calor. Estes pequenos aparelhos tornaram-se populares por serem leves, portáteis e fáceis de transportar, cabendo facilmente numa mala ou mochila. No entanto, a sua eficácia e impacto a longo prazo têm sido questionados por especialistas.
Segundo o site Women’s Health, as mini ventoinhas podem ser pouco eficazes e até prejudiciais durante ondas de calor. Em vez de arrefecerem o ar, limitam-se a movimentá-lo, e quando esse ar está quente, o resultado pode ser ainda mais desconfortável para o utilizador.
Em ambientes com temperaturas elevadas, estas ventoinhas não baixam a temperatura corporal, apenas aumentam a evaporação do suor, o que pode provocar desidratação, especialmente em pessoas mais vulneráveis.
Movimentar ar quente não é refrescar
Embora à primeira vista pareçam uma solução prática, estas ventoinhas têm uma utilização limitada em ambientes interiores com pouca ventilação. Nestes casos, apenas fazem circular ar quente, sem oferecer um verdadeiro alívio. Este efeito pode intensificar a sensação de calor, agravando o desconforto em vez de o reduzir.
Além disso, o seu uso prolongado pode provocar uma falsa sensação de frescura, levando as pessoas a negligenciarem medidas importantes como a hidratação constante ou a procura de locais devidamente climatizados.
Em contextos de muito calor, o corpo necessita de formas eficazes de arrefecimento, e a ventilação artificial sem arrefecimento real pode ser insuficiente.
Um problema para o ambiente
A produção destas mini ventoinhas levanta também preocupações ambientais. Muitas são fabricadas com materiais plásticos e componentes eletrónicos de baixo custo, o que compromete a sua durabilidade. É comum que deixem de funcionar corretamente ao fim de uma ou duas estações, tornando-se rapidamente lixo eletrónico.
A meio do artigo, importa destacar que, como refere novamente o Women’s Health, a maioria destas ventoinhas não é reparável e raramente é reciclada. A estrutura em plástico e as pilhas internas dificultam o processo de reciclagem, levando muitas vezes ao descarte no lixo comum.
Além disso, a sua produção em larga escala, associada à importação de países distantes, implica emissões adicionais de carbono, aumentando a pegada ecológica do produto.
Este tipo de consumo sazonal e descartável contribui para o aumento dos resíduos eletrónicos e reforça a lógica de compra rápida e substituição frequente. Mesmo que o custo inicial seja baixo, o impacto acumulado pode ser significativo a nível ambiental.
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Há outras formas de lidar com o calor
Existem alternativas com maior eficácia e menor impacto, como os ventiladores com função de bruma, que libertam microgotas de água em simultâneo com o fluxo de ar. Estes modelos conseguem proporcionar uma sensação de frescura mais real, especialmente em ambientes com temperaturas muito elevadas.
Para além das alternativas tecnológicas, há também medidas simples que ajudam a lidar melhor com o calor: manter os estores fechados nas horas de maior exposição solar, usar roupa leve e clara, evitar atividades físicas intensas nas horas mais quentes do dia e garantir uma hidratação regular.
É igualmente importante adaptar os comportamentos durante os períodos de calor extremo, sobretudo em populações mais sensíveis como os idosos. Nestes casos, confiar apenas numa mini ventoinha pode não ser suficiente para garantir conforto e segurança.
Mais riscos do que benefícios
Tal como salienta o Women’s Health, compreender as limitações das mini ventoinhas é fundamental para fazer escolhas mais conscientes, tanto para a saúde como para o ambiente. Avaliar os riscos e benefícios de cada solução pode ajudar a enfrentar o calor de forma mais segura e sustentável.
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