O cálcio é um dos minerais mais essenciais para o organismo, desempenhando um papel central na saúde óssea, na função muscular e na regulação de processos nervosos e vasculares. Habitualmente, os lacticínios são considerados a fonte principal deste nutriente, mas há alimentos vegetais que superam, e muito, a sua concentração, mesmo quando passam despercebidos à maioria das pessoas. E há uma semente em particular que aportam uma quantidade considerável de cálcio na sua composição.
Seja em versão branca ou preta, o sésamo está entre os alimentos vegetais com maior teor de cálcio conhecido, além de oferecer proteínas, gorduras saudáveis e antioxidantes naturais.
Sésamo: muito cálcio em pouca quantidade
De acordo com o U.S. Department of Agriculture, 100 gramas de sementes de sésamo contêm cerca de 975 mg de cálcio.
Em contraste, a mesma porção de leite integral fornece apenas 120 mg. Este dado posiciona o sésamo como uma das fontes não lácteas mais densas em cálcio actualmente conhecidas.
Segundo a mesma fonte, este conteúdo pode ser relevante sobretudo para quem segue dietas vegetarianas, veganas ou que limita o consumo de lacticínios por questões de saúde ou preferência.
Benefícios que vão além dos ossos
Escreve o site Healthline que o cálcio não se limita à manutenção dos ossos e dentes. Participa também na coagulação sanguínea, na regulação da tensão arterial e na transmissão de impulsos nervosos. O consumo adequado está associado à prevenção de doenças osteoarticulares e cardiovasculares.
Refere a publicação que o sésamo contém ainda sesamina e sesamolina, compostos antioxidantes que podem ajudar a reduzir inflamações e combater o stress oxidativo, contribuindo para um envelhecimento celular mais controlado.
Perfil nutricional completo
Explica a BBC Good Food que, além do cálcio, o sésamo é fonte de magnésio, ferro, fósforo, zinco e vitaminas do complexo B. Esta combinação de nutrientes torna-o adequado em contextos de prevenção de défices nutricionais e de apoio ao metabolismo energético.
Acrescenta a mesma fonte que os fitosteróis presentes nesta semente têm demonstrado efeitos na regulação dos níveis de colesterol, o que a torna uma aliada também na saúde cardiovascular.
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Formas de consumo acessíveis
O sésamo, de acordo com a WebMD, pode ser consumido sob várias formas: inteiro, moído, ligeiramente tostado ou em pasta (tahini). É possível adicioná-lo a saladas, massas, cereais, iogurtes ou até sobremesas e pratos de forno.
Segundo a mesma fonte, bastam uma a duas colheres de sopa por dia para obter parte significativa da ingestão diária recomendada de cálcio, tornando-se uma opção simples e eficaz para complementar a alimentação.
Alternativa viável para quem evita leite
Conforme explica a Harvard T.H. Chan School of Public Health, alimentos como o sésamo são indicados para pessoas com intolerância à lactose ou que não consomem produtos de origem animal.
O seu perfil nutricional permite substituir parcialmente fontes tradicionais de cálcio e, ao mesmo tempo, diversificar a dieta.
Refere a instituição que, por não exigir refrigeração e ter longa validade, é também uma alternativa prática para o quotidiano alimentar.
Mais do que um ingrediente secundário
Embora usado tradicionalmente em algumas cozinhas, como a do Médio Oriente ou da Ásia, o sésamo continua a ser pouco valorizado na alimentação ocidental.
No entanto, os dados mostram que merece maior atenção, tanto pela sua densidade mineral como pelo contributo em diferentes funções fisiológicas.
A inclusão regular desta semente pode representar um reforço importante para quem procura uma alimentação mais completa, especialmente em regimes baseados em produtos vegetais.
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