É cada vez mais frequente ver-se este comportamento, sobretudo entre os mais jovens. É prático, rápido e até considerado moderno por muitos. No entanto, segundo especialistas, beber esta bebida da garrafa pode afetar negativamente tanto a forma como se aprecia a bebida como a forma como o corpo a processa.
De acordo com a Marketeer, a crítica parte de Lorenzo Dabove, especialista na área, que alerta para os efeitos pouco conhecidos deste hábito.
Segundo o mesmo, beber cerveja diretamente da garrafa compromete a libertação adequada do dióxido de carbono, o que pode alterar o sabor e dificultar a digestão.
Gás retido altera o sabor
Segundo a mesma fonte, beber directamente da embalagem impede a libertação do dióxido de carbono de forma eficaz. Este gás, ao não ser libertado, permanece no líquido, tornando-o menos agradável ao paladar e mais pesado para o organismo.
Lorenzo Dabove explica que ao servir-se num recipiente adequado, forma-se espuma, o que é um sinal de que o dióxido de carbono está a ser libertado. Esse processo natural reduz a quantidade de gás que é ingerida e facilita a digestão.
Ainda segundo a mesma fonte, esta espuma não é apenas decorativa. Representa uma etapa fundamental na forma como o produto foi pensado para ser consumido, promovendo uma experiência mais completa.
Impacto nos aromas e na temperatura
A Marketeer sublinha que há outras consequências menos evidentes. Ao optar por um recipiente apropriado, a bebida entra em contacto com o ar, processo que permite libertar aromas muitas vezes ignorados quando o consumo é directo da embalagem.
Estes aromas fazem parte da identidade da bebida e são essenciais para a experiência sensorial. Segundo a mesma fonte, o recipiente ajuda a preservar essas características, intensificando o prazer de consumo.
Além disso, a temperatura é outro factor relevante. Quando se segura diretamente na garrafa, o calor das mãos aquece o conteúdo mais rapidamente. Usar um recipiente próprio permite manter a frescura durante mais tempo, como aponta a mesma fonte.
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Questão cultural e de conveniência
Apesar dos argumentos técnicos, este hábito continua a ser amplamente praticado. A mesma fonte explica que se trata de uma tendência social, alimentada por eventos informais, festas e contextos em que a conveniência se sobrepõe à qualidade da experiência.
Lorenzo Dabove defende que beber da garrafa, embora comum, ignora aspectos essenciais da composição e do equilíbrio da bebida. O recipiente não é apenas uma formalidade, é uma extensão do próprio produto, pensado para o valorizar.
De acordo com a a publicação da mesma fonte, o uso de recipientes adequados pode parecer um pormenor, mas tem impacto directo na forma como os sentidos percepcionam a bebida. O sabor, o aroma e a sensação no estômago são todos afectados.
Uma recomendação simples
A mesma fonte conclui que a melhor forma de consumir esta bebida é através de um recipiente apropriado, que promova a oxigenação, o controlo da temperatura e a libertação do gás. Esta abordagem respeita o trabalho dos produtores e melhora a experiência de quem consome.
Segundo a mesma fonte, não se trata de um luxo ou de um excesso de rigor, mas sim de uma escolha informada que pode trazer benefícios concretos, especialmente para quem consome este tipo de bebida com frequência.
Em suma, mudar um pequeno gesto, ao beber, pode representar uma melhoria significativa no sabor, no conforto digestivo e na valorização do produto. Como indica a Marketeer, às vezes basta um copo para fazer toda a diferença.
















