O comportamento desrespeitoso de turistas americanos volta a dar que falar, numa altura em que o turismo internacional recupera totalmente após os anos de pandemia. Desde falar alto em espaços públicos até ignorar costumes locais, são várias as atitudes criticadas por quem os recebe. Especialistas em etiqueta e viagens, citados pelo HuffPost, alertam que muitos destes erros são evitáveis com um pouco de preparação.
Apesar das diferenças culturais entre países, há um princípio básico que se aplica em qualquer destino: tratar os outros com respeito. Como explicou Nick Leighton, especialista em etiqueta, citado pela mesma fonte, “a boa educação é universal. Ser simpático e respeitador compreende-se em qualquer língua”.
Assumir que todos falam inglês, não fazer um esforço para conhecer as normas locais ou desvalorizar tradições culturais são alguns dos comportamentos mais comuns entre turistas americanos, segundo vários profissionais do setor.
Falar alto, reclamar e não respeitar o ambiente
Vários especialistas ouvidos referem que uma das atitudes mais mal vistas é o tom de voz elevado, sobretudo em locais como restaurantes ou transportes públicos. “Vejo muitas vezes cidadãos americanos a falarem tão alto ao telefone que toda a sala ouve”, contou Jessica van Dop DeJesus, fundadora do site Dining Traveler.
Há também quem se esqueça de que está num país estrangeiro e reclame por as coisas não serem feitas à sua maneira. “Não espere que um país inteiro se adapte a si”, alertou a blogger Claire Summers. A recomendação é simples: mais humildade, menos exigência.
Gorjetas, vestuário e consumo de álcool
A forma como se lida com o dinheiro é outro ponto sensível. Dar gorjeta pode ser bem visto em alguns países e ofensivo noutros. “Há locais onde se dá gorjeta apenas por um serviço excecional, e há até quem a recuse”, explicou Rocky Trifari.
O mesmo se aplica ao vestuário. Em muitos locais, sobretudo religiosos, espera-se recato. “É importante vestir-se de forma apropriada. Mesmo em países quentes, leve sempre algo mais discreto na mala”, sugeriu Jodi Smith, especialista em etiqueta, citada pela mesma fonte.
Já o consumo excessivo de álcool não só alimenta o estereótipo do “turista descontrolado” como aumenta o risco de problemas. “É fácil tornar-se alvo de pequenos crimes se estiver embriagado”, alertou Patricia Abbott.
Não conhecer os costumes pode gerar mal-entendidos
Desde a forma de cumprimentar até à distância que se mantém entre pessoas, as normas sociais mudam de país para país. “Na Grécia, por exemplo, acenar com a cabeça como fazemos nos EUA pode ser mal interpretado”, explicou Trifari.
O mesmo acontece com o contacto visual ou os sorrisos. “Há países onde se sorri mais facilmente, noutros só entre pessoas próximas”, disse Smith. Estar atento ao que os outros fazem é uma forma segura de evitar gafes.
A importância de fazer o ‘trabalho de casa’ antes de viajar
Estes especialistas são unânimes: pesquisar antes de viajar faz toda a diferença. Saber o que é aceitável, quais os horários habituais ou como se deve agir em locais sagrados ajuda a evitar situações embaraçosas ou ofensivas.
“Aprender sobre a etiqueta de um país é parte da diversão de viajar”, afirmou Nick Leighton, citado pelo HuffPost. Um pequeno esforço para dizer “obrigado” na língua local ou para entender o funcionamento das filas pode melhorar a experiência de todos.
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