Antes da descolagem, existem procedimentos discretos realizados pelas tripulações dos aviões que passam despercebidos à maioria dos passageiros. Um desses gestos, aparentemente simples e rotineiro, pode ter um impacto significativo no decorrer da viagem e até na decisão de quem pode ou não fazer o embarque no avião. Quem o revelou foi uma hospedeira de bordo.
Cumprimento com avaliação incluída
Ioana Iachim, hospedeira de bordo da Wizz Air, citada pelo Daily Mail, revelou num vídeo publicado no TikTok que o cumprimento feito à entrada do avião serve para mais do que dar as boas-vindas. A função principal é observar o estado de cada passageiro.
Este momento é usado para perceber se alguém está demasiado embriagado ou doente, o que pode representar um risco durante o voo. A resposta ou a ausência dela é um dos sinais avaliados pela tripulação.
Este primeiro contacto permite à equipa identificar comportamentos fora do normal logo à entrada.
Possível impedimento ao embarque
Se forem detetados sinais evidentes de alteração física ou emocional, a tripulação pode tomar medidas. Uma delas passa por impedir o embarque no avião do passageiro em causa, sobretudo se for considerado um risco para os restantes ocupantes.
A observação é feita de forma discreta e sem causar alarme. Os profissionais seguem protocolos definidos para agir de forma rápida e eficaz.
O objetivo é garantir a segurança de todos a bordo e evitar situações que possam comprometer o voo, conforme refere a mesma fonte.
Impacto nas redes sociais
A partilha feita por Ioana Iachim gerou milhares de visualizações e reações. Muitos utilizadores mostraram surpresa com esta prática e admitiram nunca ter imaginado que o cumprimento pudesse servir para esse fim, de acordo com a fonte anteriormente mencionada.
Um comentário referia: “Pensava que me estavam a cumprimentar porque gostavam de mim.” Outro dizia: “Nunca respondo porque sou introvertido.”
Estes testemunhos demonstram o desconhecimento generalizado sobre os procedimentos aplicados pelas tripulações.
Norma comum na aviação
Esta prática não é exclusiva da Wizz Air. Trata-se de um procedimento comum em várias companhias aéreas e faz parte da formação regular dos profissionais de cabine.
Os assistentes de bordo são treinados para detetar sinais de embriaguez, febre, confusão ou fraqueza que possam comprometer a viagem. Esta avaliação é feita rapidamente, sem necessidade de diálogo prolongado, refere ainda o Daily Mail.
É uma forma de prevenção que contribui para voos mais seguros e tranquilos.
Relevância do momento inicial
O cumprimento à entrada do avião representa, assim, muito mais do que um ato de simpatia. Funciona como uma ferramenta silenciosa de triagem, usada para proteger passageiros e tripulação.
Pequenos gestos como este revelam o nível de atenção e responsabilidade exigido aos profissionais da aviação comercial. A interação breve pode conter informações suficientes para tomar decisões cruciais.
Esta revelação ajuda a compreender melhor o que acontece nos bastidores de cada voo e reforça a importância de comportamentos adequados logo no momento do embarque.
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