A segurança das crianças em ambientes aquáticos envolve várias precauções que vão além da vigilância direta. Muitos pais e responsáveis focam-se na supervisão, mas um aspeto menos considerado é a cor do fato de banho. Esta preocupação tem vindo a ganhar destaque graças a profissionais da área de emergência e primeiros socorros.
Cores a evitar para maior segurança
Miguel Assal, técnico de emergência médica, realçou recentemente numa entrevista à Cadena SER que os fatos de banho azuis, quer sejam claros ou escuros, são problemáticos especialmente em piscinas.
Numa demonstração prática, comprovou que estes tons se confundem facilmente com o fundo azul da água, tornando-se quase invisíveis quando a água está em movimento. Esta camuflagem pode atrasar a deteção visual de uma criança que esteja em perigo, o que torna estes tons impróprios para crianças.
Cores que facilitam a deteção rápida
Por outro lado, conforme a mesma fonte, cores como vermelho, rosa choque, verde fluorescente e amarelo néon mantêm a sua visibilidade mesmo em condições de água agitada.
Estes tons fortes e contrastantes permitem que os adultos identifiquem rapidamente a localização da criança, o que é decisivo para uma intervenção rápida em caso de emergência.
O contraste com o ambiente azul da piscina ou do mar torna estas cores mais eficazes na prevenção de acidentes.
Importância da visibilidade em piscinas e praias
Segundo Miguel Assal, técnico de emergência médica, citado pela Cadena SER, o problema é mais crítico em piscinas, onde o fundo é muitas vezes azul e a água está em constante movimento.
Na praia, embora as condições sejam diferentes, a escolha de cores vivas continua a ser recomendada para garantir uma visibilidade imediata. A rápida deteção visual é crucial para evitar que uma criança fique demasiado tempo submersa sem ser vista.
Limitações da cor do fato de banho
Apesar da importância da cor, o técnico lembra que esta é apenas uma das muitas precauções necessárias para garantir a segurança das crianças em zonas aquáticas.
A cor do fato de banho não substitui a necessidade da supervisão constante e de outras medidas de segurança, mas funciona como um apoio visual que pode facilitar a deteção rápida de um problema.
Supervisão constante é indispensável
Miguel Assal reforçou à mesma fonte que nada substitui a vigilância ativa de um adulto responsável. A supervisão próxima, especialmente de crianças que ainda não dominam as técnicas de natação, continua a ser a principal barreira contra acidentes. A combinação entre boa visibilidade e presença constante é o melhor caminho para garantir a segurança.
Outras recomendações essenciais para a segurança
Além da escolha correta do fato de banho, há outras boas práticas que ajudam a proteger todos os utentes das piscinas.
Evitar correr nas margens molhadas é fundamental para prevenir quedas que podem provocar lesões graves. Também não se deve mergulhar de forma imprudente, sobretudo quando há outros banhistas por perto, para evitar colisões ou outros acidentes.
Uso de calçado adequado e respeito pelas regras
Outra recomendação importante é o uso de calçado apropriado nas zonas húmidas, onde o risco de escorregões é elevado. Cumprir as regras de segurança do recinto é igualmente essencial, uma vez que estas normas são pensadas para minimizar riscos e garantir um ambiente seguro para todos.
Prevenir com escolhas simples
Para aumentar a segurança das crianças em ambientes aquáticos, de acordo com a Cadena SER, deve evitar-se o uso de fatos de banho azuis, que dificultam a sua deteção. Optar por cores vivas e contrastantes ajuda a identificar rapidamente os mais novos, facilitando uma reação imediata em situações de perigo.
No entanto, a supervisão constante e a adoção de boas práticas são sempre indispensáveis para garantir momentos de lazer seguros e tranquilos.
















