Um alimento muito comum nas nossas mesas pode ser responsável por intoxicações alimentares graves, caso não seja lavado de forma adequada antes de ser consumido. A falta de cuidados na higiene deste produto tem vindo a preocupar especialistas de saúde pública devido ao risco crescente de contaminações que podem afectar a saúde da população.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), os alimentos frescos, especialmente as hortaliças consumidas cruas, podem transportar bactérias, vírus e parasitas que provocam doenças graves. A lavagem inadequada destes produtos é uma das principais causas de surtos alimentares em todo o mundo.
Possíveis bactérias
Este alimento, cultivado em contacto direto com o solo, pode ser contaminado por bactérias como Escherichia coli, Salmonella ou Listeria monocytogenes.
Segundo a mesma fonte, estas bactérias podem sobreviver em ambientes húmidos, como as folhas das hortaliças, tornando a lavagem obrigatória para eliminar o máximo possível destes microrganismos.
Além disso, segundo a Direção-Geral da Saúde (DGS), a contaminação pode ocorrer em várias fases da cadeia alimentar, desde a colheita até à distribuição, passando pelo manuseamento inadequado, ou contacto com água contaminada. A DGS reforça a importância da higiene na preparação destes alimentos para prevenir riscos à saúde.
Em países como os Estados Unidos, a Centers for Disease Control and Prevention (CDC) já registaram surtos graves de intoxicações provocadas por alface contaminada por E. coli O157:H7. Estes surtos resultaram em hospitalizações e mesmo em mortes, comprovando a gravidade da questão.
Como evitar contaminações
Para reduzir os riscos, a lavagem correta do alimento é essencial. Segundo a OMS, a primeira etapa consiste em separar as folhas e lavá-las individualmente sob água corrente limpa, eliminando sujidades visíveis.
Depois, é recomendada a imersão do alimento em soluções desinfectantes próprias para uso alimentar ou em água com vinagre durante alguns minutos.
A mesma fonte destaca que esta prática pode reduzir significativamente a carga bacteriana, embora não elimine todos os microrganismos.
Após a desinfecção, deve-se enxaguar novamente em água limpa para remover resíduos da solução ou do vinagre, conforme indica a DGS. O uso de utensílios limpos e a secagem com papel próprio ou ao ar livre ajuda a evitar o desenvolvimento de bactérias.
Consequências das intoxicações
As intoxicações alimentares provocadas por este alimento contaminado manifestam-se principalmente por diarreia, vómitos, dores abdominais e febre.
A OMS alerta que em casos mais graves, sobretudo em idosos, crianças ou pessoas com o sistema imunitário comprometido, a doença pode levar a complicações sérias, exigindo hospitalização.
Além disso, segundo a CDC, alguns tipos de E. coli podem causar síndrome haemolítico-urémica, uma condição que afecta os rins e pode ser fatal. Estas informações sublinham a importância de nunca consumir este alimento sem uma higiene adequada.
Medidas preventivas reforçadas
Além da lavagem, é fundamental adquirir este alimento em locais que garantam boas práticas de higiene e conservação. A DGS recomenda que os consumidores estejam atentos ao estado do produto, evitando folhas murchas ou com sinais de deterioração, que favorecem a proliferação bacteriana.
Em casa, deve-se conservar este alimento no frigorífico a temperaturas adequadas e separá-lo de alimentos crus para evitar contaminações cruzadas. A higiene das mãos e dos utensílios usados na sua preparação também é fundamental para garantir a segurança alimentar.
Segundo as várias fontes referidas, este alimento muito consumido é seguro desde que cumpridos os procedimentos básicos de lavagem e conservação. A falta destes cuidados pode transformar um ingrediente saudável numa fonte de perigo para a saúde pública.
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