A tentação de apertar a fruta antes de a comprar é quase inevitável. No entanto, bastam o olhar atento e o olfato apurado para perceber se está no ponto certo. A cor, o cheiro e a textura são suficientes para distinguir uma peça madura de outra que ainda precisa de tempo. A recomendação é simples: se tocar, leve consigo.
De acordo com o site de lifestyle e atualidade, SAPO, há pequenos sinais que revelam muito sobre o estado da fruta. Cada espécie tem os seus próprios truques, e saber identificá-los pode evitar desperdício e garantir sabor à mesa.
O abacaxi e o abacate mostram o caminho
A coroa do abacaxi denuncia se o fruto passou do ponto. Se as folhas saírem com facilidade, o abacaxi estará demasiado maduro. A base deve apresentar-se firme, mas ligeiramente macia ao toque, e o cheiro deve ser adocicado, nunca ácido.
Já o abacate é uma das frutas que mais confunde os consumidores. A cor da casca pode variar do verde vivo ao castanho-escuro, mas o brilho é o sinal mais fiável. Um abacate bom não tem manchas nem orifícios.
Para consumo imediato, escolha um que ceda levemente à pressão da palma da mão. Se for para guardar, opte pelos mais rijos. Retirar o pedúnculo é outro teste eficaz: se a base for verde, ainda está cru; se for amarela, está pronto; se for escura, passou o ponto. Segundo a mesma fonte, o “teste do chocalho” também funciona , caso o caroço se mover, está pronto a comer.
Cores vivas e aromas doces
A ameixa deve ter pele lisa e uniforme, sem zonas enrugadas. O aroma adocicado é sinal de que está madura. Já nas bananas, as manchas escuras indicam excesso de amadurecimento. As levemente verdes amadurecem em poucas horas e atingem a cor amarela ideal.
As cerejas de pele brilhante e talos verdes são as melhores. O cheiro deve ser doce, enquanto as de pele baça ou enrugada devem ser deixadas de lado. No caso do coco, o peso é determinante. Cocos mais pesados têm mais polpa. Um som oco ao bater é mau sinal, indica que está seco.
No caso das laranjas, devem ter casca lisa e firme, sem manchas. As mangas revelam-se pelo cheiro: o aroma doce é o sinal de maturação, enquanto o cheiro “verde” mostra que ainda precisam de tempo.
Frutas de verão e as que se enganam pelo cheiro
A melancia deve ser simétrica e ter uma mancha amarelada na casca, no lado que esteve em contacto com o solo. Quanto mais amarela, mais madura. Entre duas do mesmo tamanho, escolha a mais pesada. No melão, o “umbigo”, ou extremo oposto ao da haste, deve ceder ligeiramente ao toque. O cheiro deve ser doce e fresco. A meloa segue a mesma regra: quanto mais pesada e densa, melhor. Se o aroma for demasiado adocicado e a polpa mole, está a começar a apodrecer.
Os morangos denunciam-se pela cor e pelo cheiro. Devem ser vermelhos, uniformes e perfumados. Os que apresentam polpa esbranquiçada junto ao pedúnculo ou cheiro neutro devem ser rejeitados. O mesmo se aplica aos pêssegos e peras. Nos primeiros, o aroma maduro e doce é o sinal certo; nas segundas, a leve cor verde é preferível, pois amadurecem facilmente em casa. Se o pedúnculo sair com facilidade, a fruta estará mole demais.
Segundo o SAPO, até o kiwi tem o seu truque: o cheiro deve ser levemente cítrico e a pele firme, sem rugas. Os que apresentam manchas escuras devem ficar na banca.
Escolher fruta é um exercício de paciência e atenção. Basta observar, cheirar e confiar no instinto, sem precisar de apertar para saber o sabor que vem dentro.
Leia também: Tem isto na carteira? Pode estar a violar a lei sem saber e arriscar uma ‘coima por distração’
















