Escolher a cor da tinta antes de tudo, seguir demasiadas tendências ou encher a casa de móveis são erros comuns na decoração. Segundo vários especialistas em design de interiores, citados pelo HuffPost, evitar estes e outros erros pode fazer toda a diferença na forma como nos sentimos em casa.
Scheherazade Lunn, decoradora certificada e fundadora da Lunn Interiors, natural dos Estados Unidos da América, explica que “ter um espaço bem equilibrado não só melhora o aspeto e o ambiente, como também tem impacto psicológico”. E acrescenta: “Assim como uma casa limpa traz uma sensação de calma, o mesmo acontece com um espaço bem pensado.”
A pensar nisso, vimos reunir aqueles que são os seis principais erros que estes profissionais dizem evitar ao efetuar a decoração das próprias casas, e as razões por trás de cada um.
1. Escolher a cor da tinta logo no início
“Um erro que vejo com frequência é as pessoas escolherem logo a cor da tinta”, afirma Natasha Habermann, decoradora e fundadora do Natasha Habermann Studio. Para a mesma, esse passo deve ser o último.
Com milhares de opções de cores, o mais sensato é começar por escolher os objetos decorativos, tecidos e tapetes preferidos. Só depois se deve ajustar a cor da parede. “Caso contrário, estará sempre a tentar fazer com que tudo combine com a tinta, em vez de usar a tinta a seu favor”, explicou, citada pela mesma fonte.
Habermann recomenda também considerar a utilidade do espaço e o período do dia em que é mais usado. “Pense no tipo de ambiente que quer criar”, disse. Cores mais alegres para áreas diurnas, como cozinhas, e tons mais aconchegantes para espaços de descanso, como os quartos.
2. Apostar demasiado em tendências
“Defendo a prioridade por peças intemporais em vez de modas passageiras”, partilha Lunn. Para a mesma, as tendências podem ser divertidas, mas não devem dominar o espaço.
O adequado, segundo a mesma fonte acima citada, é usá-las em detalhes mais pequenos, como almofadas, candeeiros ou objetos de mesa, que podem ser trocados facilmente. Já os elementos de maior impacto, como sofás, devem ser escolhidos com base na durabilidade e no valor estético ao longo do tempo. “As peças clássicas com valor histórico tendem a resistir melhor ao tempo”, conclui.
3. Encher a casa com móveis e acessórios
“Não se deve exagerar no estilo de uma divisão com excesso de peças”, alerta Ron Renner, fundador da Certified Interior Decorators International. “Mesmo elementos bonitos, se forem em demasia, podem gerar stress e confusão.”
Se é difícil circular pela divisão sem tropeçar ou se o espaço parece visualmente desorganizado, é sinal de que está demasiado cheio. O mesmo vale para a combinação de cores e padrões. “Usar demasiadas cores escuras pode provocar fadiga ou tristeza”, diz Renner, citado pela mesma fonte.
Lunn acrescenta: “É melhor limitar o número de padrões e encontrar um equilíbrio entre tons sólidos e apontamentos decorativos.”
4. Ignorar a funcionalidade das peças
Antes de comprar qualquer elemento decorativo, é essencial pensar na sua utilidade. Margarita Bravo, decoradora e fundadora do seu próprio estúdio, explica o que valoriza ao escolher móveis.
“No caso de um sofá, por exemplo, quero que seja confortável, que tenha bom apoio lombar e que sirva para toda a família”, afirma. Também dá importância à facilidade de limpeza e à resistência do material. Só depois de garantir a funcionalidade, analisa se a peça está de acordo com o seu gosto pessoal.
5. Desvalorizar a iluminação
Candeeiros, luzes de teto, fitas LED e velas. Há inúmeras formas de iluminar uma casa. Raquel Renner, decoradora certificada e diretora da C.I.D., explica que evita depender apenas da iluminação padrão.
“Tal como uma obra de arte ou um móvel especial, luminárias únicas acrescentam personalidade ao ambiente”, afirmou, citada pelo HuffPost. Gosta especialmente de ver um candeeiro suspenso sobre uma mesa de cabeceira ou até um lustre numa casa de banho ou cozinha.
6. Tentar seguir regras ou copiar outros espaços
Por fim, um dos erros mais comuns na decoração da casa é tentar replicar o que se viu na casa de amigos ou nas redes sociais. “As pessoas tentam seguir regras que, na verdade, não existem”, diz Holly Hickey Moore, decoradora e fundadora do seu próprio estúdio, também citada pela mesma fonte.
Essa abordagem, segundo a mesma, trava a criatividade e resulta em escolhas pouco ousadas e pouco pessoais. A solução para uma boa decoração pode estar, segundo estes especialistas, em fazê-lo de forma consciente, adaptada à realidade e personalidade de quem vive no espaço.
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