O peixe continua a ser um dos alimentos mais valorizados pelas suas qualidades nutricionais e pelo seu papel numa dieta equilibrada. Com tantas variedades disponíveis, distinguir um bom exemplar pode não ser tarefa fácil, mas há sinais claros que ajudam.
Foi precisamente isso que a médica gastroenterologista María Muñoz partilhou nas redes sociais. Num vídeo publicado no Instagram, a especialista destacou um critério simples e fiável: os olhos do peixe. “Têm de estar salientes e brilhantes”, explicou, citada pelo jornal espanhol La Vanguardia.
Os olhos dizem tudo
Segundo Muñoz, a frescura pode ser avaliada pela aparência ocular. “A pupila deve estar preta. Se os olhos estiverem baços ou encovados, é mau sinal”, frisou. Esta é uma das formas mais imediatas de perceber se o peixe já passou do ponto.
Mas nem todos os consumidores se sentem à vontade para interpretar este detalhe, por isso a médica enumerou outros indicadores igualmente eficazes.
Brânquias vermelhas e escamas firmes
Outra zona a observar são as brânquias, que devem estar limpas e de um vermelho vivo. Brânquias acinzentadas ou pálidas indicam que o peixe já não está fresco. Também as escamas devem apresentar brilho e cor uniforme.
“Se as escamas se soltam facilmente, o peixe está fora do ideal”, explicou Muñoz. Já no que toca à carne, o abdómen deve ser firme ao toque. Se estiver mole ou ceder à pressão, o melhor é procurar outra opção.
O melhor truque? O olfato
Entre todas as técnicas, Muñoz garante que nenhuma é tão eficaz como o olfato. “O peixe fresco cheira a mar”, afirmou, acrescentando que um cheiro intenso ou desagradável deve servir de alerta imediato.
Além do cheiro, há que observar como o peixe está exposto na banca. Idealmente, deve estar sobre gelo limpo. Bandejas com líquidos acumulados devem ser evitadas, pois indicam má conservação.
Como conservar em casa
Depois de feita a compra, o peixe fresco deve ser consumido no próprio dia. Se for cozinhado e guardado num recipiente hermético, pode conservar-se até 72 horas no frigorífico, segundo a especialista.
Citada pelo La Vanguardia, Muñoz sublinha que a frescura do peixe é crucial para evitar riscos alimentares e potenciar os seus benefícios para a saúde. E lembra: “Olhos, brânquias, escamas, textura e cheiro, é aí que está o segredo”.
Com estas dicas simples, torna-se mais fácil escolher bem e aproveitar ao máximo um dos alimentos mais nutritivos da nossa alimentação.
















