Com o verão a chegar e milhares de casas temporariamente desocupadas devido às férias, os assaltos a residências voltam a aumentar. Muitos continuam a cometer erros básicos, como sair sem trancar a porta à chave ou deixar a chave colocada no interior. Segundo um serralheiro experiente, fechar bem a porta é o gesto mais eficaz, e gratuito, para travar os ladrões, mas continua a ser desvalorizado.
Os truques mais usados pelos ladrões
Anxo Martínez, serralheiro com mais de 15 anos de experiência na Corunha, explicou ao jornal La Voz de Galicia que os criminosos continuam a explorar as mesmas falhas de sempre. Uma das mais comuns passa por subir aos últimos andares de prédios e verificar, uma a uma, se há portas apenas encostadas.
Na maioria das situações, os assaltos ocorrem durante a manhã, quando os moradores estão a trabalhar. “Se a fechadura não está trancada, é muito fácil entrar, mesmo que seja a melhor porta do mundo”, alerta o especialista. Por isso, insiste: “Cuidar da segurança começa por fechar a porta à chave, mesmo que se vá só comprar pão.”
O erro de deixar a chave na porta
Outro hábito que parece inocente, mas representa risco, é o de deixar as chaves colocadas na parte interior da porta. Esta prática pode impedir o acesso em caso de emergência, sobretudo se o cilindro não for de duplo embraiagem. Este tipo de mecanismo permite abrir a porta mesmo quando já existe uma chave no interior, sendo especialmente indicado para pessoas com mobilidade reduzida.
Duas voltas à chave: mito ou verdade?
Muitas dúvidas surgem também quanto ao número de voltas dadas à chave. Segundo Anxo Martínez, isso é irrelevante: “Não há nenhuma diferença entre dar uma ou duas voltas. Se o ladrão conseguir girar o cilindro, fá-lo-á com a mesma facilidade.” O conselho é claro: instalar duas fechaduras diferentes, que podem até funcionar com a mesma chave.
Tipo de porta
A confusão entre portas blindadas e acorazadas é outro ponto a esclarecer. A blindada, explica, “é a típica porta de apartamento, com aro de madeira”. Já a acorazada é metálica na totalidade, incluindo o aro, ainda que muitas vezes seja revestida com acabamentos que imitam madeira. Contudo, realça que nem a melhor porta servirá de muito se o conjunto não for coerente, é necessário escolher também um bom cilindro e um escudo protetor adequado.
As casas fora da cidade são mais vulneráveis
Nos edifícios urbanos, os riscos estão mais associados ao hábito de não trancar a porta, mas fora das cidades, a vulnerabilidade cresce. As moradias, por exemplo, são particularmente expostas. “Aí sim, não há nada a fazer. Uma fechadura não serve para nada se entrarem por uma janela”, afirma.
O gesto mais eficaz é gratuito
Apesar de cada vez mais pessoas recorrerem a alarmes, muitos continuam relutantes devido ao custo mensal do serviço. Ainda assim, e de acordo com o AS, o serralheiro considera que o gesto mais eficaz é gratuito: “Fechar sempre à chave, mesmo que só vá comprar pão.”
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