Num verão marcado por greves, protestos e perturbações no setor do turismo em vários pontos da Europa, as autoridades britânicas emitiram um aviso aos viajantes com destino a Portugal, alertando para possíveis problemas devido a greves em alguns dos principais aeroportos do país, segundo o jornal Daily Mail. A paralisação, que começou no final de julho, deverá prolongar-se até ao final de agosto e poderá afetar milhares de turistas.
Greves afetam aeroportos nacionais e ilhas
O protesto, promovido pelos trabalhadores da SPdH/Menzies, responsáveis por serviços de bagagem, assistência a aeronaves e atendimento nos balcões de check-in, está previsto para todos os fins de semana até ao final do mês. A greve incide sobre aeroportos de Lisboa, Porto, Faro, Madeira, Porto Santo e Açores.
As autoridades britânicas estimam que até 10 mil passageiros provenientes do Reino Unido possam ver as suas férias afetadas, de acordo com a mesma fonte. A medida terá também impacto em aeroportos britânicos como Londres, Manchester, Birmingham e Edimburgo, com até 60 voos semanais em risco.
Estas greves começaram no último fim de semana de julho e têm vindo a repetir-se semanalmente, com impacto direto na operação de várias transportadoras. Ryanair, British Airways e easyJet confirmaram que reduziram a capacidade nos dias afetados, procurando ajustar horários e minimizar os cancelamentos, embora admitam que alguns voos poderão ser inevitavelmente suspensos.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros do Reino Unido aconselha os viajantes a verificarem previamente os anúncios das companhias aéreas ou operadores turísticos e a seguirem as indicações recebidas, recordando que as greves decorrem entre sexta-feira e segunda-feira, nos meses de julho e agosto.
Madeira e Açores também abrangidos
Além de Portugal continental, as paralisações atingem igualmente destinos insulares muito procurados, como Madeira e Açores, conforme refere o jornal Daily Mail. Segundo as previsões, as operações poderão sofrer atrasos significativos, com impacto no transporte de bagagens e na assistência em terra.
As paralisações inserem-se num contexto de reivindicações salariais por parte dos trabalhadores, que exigem melhores condições e aumentos salariais. O impasse nas negociações com a entidade patronal tem prolongado o conflito, mantendo a incerteza sobre o regresso à normalidade no tráfego aéreo.
O efeito acumulado de vários fins de semana de greve pode traduzir-se em perturbações significativas no planeamento de voos, com atrasos prolongados e eventuais cancelamentos, afetando tanto o início como o fim das férias de milhares de passageiros.
A situação levou as companhias aéreas a reorganizarem operações e a implementar planos de contingência para minimizar o impacto nos viajantes, mas as autoridades alertam que a elevada procura nesta altura do ano dificulta a capacidade de resposta e aumenta o risco de longas esperas nos terminais.
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