Roubar telemóveis em cafés e restaurantes não é novidade, mas o método está a mudar. Em vez de furtos apressados ou abordagens evidentes, os criminosos recorrem agora a um truque tão subtil que passa despercebido até aos mais atentos. O golpe tem sido registado em várias cidades europeias e pode acontecer em qualquer parte do mundo. E o mais preocupante é que se aproveita de um hábito banal: deixar o telemóvel em cima da mesa enquanto se toma um café numa esplanada, alerta o site digital português especializado em tecnologia Leak.
Como funciona o esquema do telemóvel
O processo é engenhoso pela sua simplicidade. O assaltante entra no café ou restaurante com a postura de um cliente normal. Em vez de procurar carteiras ou sacos, leva consigo um objeto aparentemente inofensivo: um jornal dobrado, uma folha de papel, um panfleto ou até um falso menu.
Ao aproximar-se da mesa da vítima, pousa o objeto sobre o telemóvel, fingindo mostrar algo, pedir uma assinatura ou até simulando distração. Com um gesto rápido, o telemóvel desliza para baixo do papel. Quando o objeto é levantado, o aparelho desaparece com ele.
Segundo o Leak, tudo acontece em menos de dez segundos. Para quem está distraído, parece apenas uma interação casual num espaço público.
Porque resulta tão bem
Este método funciona porque explora a confiança, a rotina e a distração. Em cafés ou restaurantes, muitos baixam a guarda. O telemóvel na mesa parece natural, seja para ler notícias, consultar redes sociais ou responder a mensagens.
Os assaltantes sabem disso. O gesto de pousar um jornal ou panfleto não levanta suspeitas, e muitas vezes os criminosos atuam em pares: enquanto um executa o roubo, o outro vigia ou cria distração noutro ponto do espaço.
Onde acontece com mais frequência
Este tipo de furto é mais comum em locais movimentados:
- Cafés em centros urbanos, com rotatividade constante de clientes.
- Restaurantes em zonas turísticas, onde os visitantes estão mais relaxados.
- Esplanadas e praças de alimentação em centros comerciais.
Ainda assim, pode acontecer em qualquer lugar. O que os assaltantes procuram são mesas pequenas e clientes que deixam o telemóvel visível.
Mais do que um aparelho roubado
Perder um telemóvel é mais grave do que parece. Hoje, os smartphones são verdadeiros cofres digitais. Guardam fotografias, conversas privadas, logins de redes sociais, emails e até acessos a aplicações bancárias e de pagamentos como MB Way.
De acordo com o Leak, em poucos minutos um criminoso pode tentar explorar estas informações. Se o telemóvel não estiver protegido com PIN, impressão digital ou reconhecimento facial, o prejuízo pode multiplicar-se.
Como evitar ser vítima
Há medidas simples que ajudam a prevenir este tipo de roubo:
- Nunca deixe o telemóvel em cima da mesa.
- Esteja atento a abordagens com papéis ou objetos grandes.
- Guarde o aparelho em bolsos interiores, mala fechada ou casaco.
- Tranque sempre o dispositivo com códigos fortes e autenticação biométrica.
- Ative o rastreamento remoto no Android ou iOS para bloquear ou apagar dados à distância.
A falsa sensação de segurança
A ideia de que é improvável ser roubado num espaço cheio de pessoas é enganadora. É precisamente no movimento das esplanadas e cafés que os criminosos conseguem passar despercebidos.
O truque do jornal ou panfleto mostra como os métodos de furto estão a evoluir. Já não é necessária violência nem pressa: basta um gesto discreto para um telemóvel desaparecer sem rasto.
A lição é clara: pequenos cuidados fazem a diferença entre um café tranquilo e um prejuízo que vai muito além do valor do aparelho.
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