A dimensão da bagagem de cabine é uma das questões que mais gera conflitos nos aeroportos. Foi esse o caso de Daniel Gálvez, um turista espanhol que viajava de Palma para Málaga com a Ryanair e que, no regresso, viu a sua mala ser considerada fora das medidas permitidas pela companhia aérea. O episódio terminou com aplausos no terminal, mas começou com a exigência de pagar 70 euros para despachar a mala.
Segundo o jornal digital Huffpost, no voo de ida ninguém levantou objeções ao tamanho da bagagem, mas na volta tudo foi diferente. Na porta de embarque, com dezenas de passageiros à espera, o pessoal da companhia aérea verificava cada mala no medidor de cabine. Quando chegou a vez de Gálvez, a resposta foi clara: a mala não cumpria as dimensões e teria de ser registada mediante o pagamento adicional.
Rodas fora e medidas ajustadas
Gálvez recusou-se a pagar a taxa extra e decidiu agir no momento. Agachou-se, retirou ferramentas improvisadas e começou a arrancar as rodas da mala. A cena, registada por outros passageiros e publicada nas redes sociais, mostra-o sentado no chão do terminal, a trabalhar até que a mala coubesse no dispositivo de medição.
Escreve o jornal que, após várias tentativas, a bagagem acabou por se ajustar ao espaço permitido, pelo que o passageiro pôde transportar a sua bagagem sem pagar taxas adicionais. A reação dos restantes viajantes foi imediata, com aplausos e manifestações de apoio.
O que dizem as regras sobre bagagem de cabine
Acrescenta a publicação que Gálvez declarou ter a mala há três ou quatro anos, com um custo de cerca de 30 ou 40 euros. O passageiro afirmou ainda que a cobrança pretendida seria mais alta do que o próprio bilhete de avião.
Refere a mesma fonte que a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) recomenda medidas máximas de 56 x 45 x 25 centímetros para a bagagem de cabine, incluindo rodas e alças, e um peso até 10 quilos.
A política atual da companhia
No caso da Ryanair, a política faz uma distinção entre “bagagem pessoal pequena”, até 40 x 30 x 20 centímetros, e “bagagem de cabine”, com limite de 55 x 40 x 20 centímetros. A diferença de classificação pode gerar confusão, sobretudo quando uma mala que foi aceite numa viagem é recusada na seguinte.
Conforme o Huffpost, essa foi a situação vivida por Gálvez, que acabou por resolver o impasse de forma pouco comum e amplamente partilhada nas redes sociais.
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