Portugal é um dos maiores produtores de azeite virgem e refinado da União Europeia. Em média, o país produz cerca de 100 mil a 140 mil toneladas por campanha, sendo as regiões do Alentejo, Trás-os-Montes e Beira Interior as mais representativas.
A produção portuguesa destina-se tanto ao mercado interno como à exportação, com destaque para os mercados espanhol, brasileiro e norte-americano. O azeite continua a ser um dos pilares da dieta mediterrânica, reconhecida pela UNESCO como património imaterial da humanidade.
Um alimento com história e impacto nutricional
De acordo com a Direção-Geral da Saúde (DGS), o azeite virgem é fonte de ácidos gordos monoinsaturados, associados à manutenção de níveis saudáveis de colesterol.
Estes compostos contribuem para o bom funcionamento cardiovascular quando integrados numa alimentação equilibrada.
Segundo a mesma fonte, o azeite é também rico em antioxidantes naturais, como a vitamina E e os polifenóis, com propriedades anti-inflamatórias.
Estes componentes têm vindo a ser estudados pela sua relação com a prevenção de doenças crónicas, incluindo diabetes tipo 2 e doenças neurodegenerativas.
Um aliado nas refeições do dia a dia
Substituir gorduras saturadas por azeite virgem em preparações culinárias pode trazer benefícios metabólicos, diz o site da DGS. Estudos observacionais referem que o consumo regular de azeite está associado a menor incidência de eventos cardíacos.
Os benefícios são mais evidentes quando o azeite é consumido cru ou cozinhado a baixas temperaturas, em saladas, vegetais ou finalizações, preservando a sua composição original.
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O papel da acidez no azeite virgem
O termo ‘virgem’ no rótulo refere-se à forma como o azeite foi extraído. De acordo com a Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar (EFSA), o azeite virgem resulta de processos mecânicos, sem recurso a refinamento químico.
A acidez, medida em percentagem de ácido oleico livre, é um dos critérios de classificação. Para ser considerado virgem extra, o azeite deve ter acidez inferior a 0,8%. Já o azeite virgem pode apresentar valores até 2%.
Azeite virgem vs azeite refinado
O azeite refinado, ou simplesmente “azeite”, resulta da mistura de azeite refinado com uma pequena proporção de azeite virgem.
O processo de refinação elimina compostos fenólicos, aroma e sabor, mas também retira impurezas ou sabores indesejáveis.
O azeite virgem, por sua vez, mantém o perfil sensorial do fruto e as suas características nutricionais. Embora ambos sejam adequados para consumo, o virgem ou virgem extra é mais valorizado por motivos nutricionais e gastronómicos.
Conservação e utilização
Para preservar as qualidades do azeite virgem, recomenda-se o armazenamento ao abrigo da luz, do calor e do oxigénio. A exposição prolongada pode acelerar a oxidação e comprometer as propriedades do produto.
O uso em frituras não é desaconselhado, mas a reutilização deve ser evitada. Escreve o site da DGS que temperaturas excessivas podem degradar os ácidos gordos e reduzir os potenciais benefícios.
Uma indústria com muito para dar
Portugal continua a afirmar-se com excelência no setor da produção do azeite. O azeite, além de parte integrante da gastronomia nacional, representa um contributo relevante para a saúde pública, quando consumido com moderação.
As propriedades nutricionais, a ausência de processos químicos e a elevada qualidade sensorial fazem do azeite uma escolha informada. Saber distingui-lo de outros tipos de azeite é fundamental para tirar o melhor proveito deste produto.
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