Para muitas mulheres a partir dos 50 anos, o pão não tem de ser “o vilão” do prato, mas a escolha faz diferença. Segundo uma nutricionista, há um tipo que se destaca nesta fase: o pão de centeio (de preferência integral), por combinar fibra com nutrientes importantes para envelhecer com mais saúde.
De acordo com o Notícias ao Minuto, a indicação é atribuída a Melissa Rifkin, nutricionista citada pela revista Parade, num artigo que contraria a ideia de que “pão é para cortar” e aponta o centeio como uma alternativa mais interessante face a opções mais refinadas.
A especialista sublinha, em particular, o papel do magnésio e das vitaminas do complexo B, nutrientes associados ao metabolismo energético, função muscular e nervosa, e que podem ser relevantes à medida que o corpo envelhece.
Porque o centeio ganha pontos depois dos 50
O centeio tem um perfil nutricional que, em média, tende a oferecer mais fibra e uma densidade interessante de micronutrientes quando comparado com pães mais processados, especialmente o pão branco.
No caso do magnésio, a literatura científica descreve este cereal como uma fonte relevante e um contributo útil numa alimentação equilibrada, sobretudo quando o pão é feito com farinha integral e sem grandes “atalhos” de processamento.
Já as vitaminas do complexo B são frequentemente apontadas como importantes para energia e função cognitiva, e a Parade refere que este pode ser um motivo adicional para preferir centeio em detrimento de opções mais refinadas.
Fibra e colesterol: o bónus do centeio
A fibra é um dos principais argumentos a favor do centeio. Revisões recentes voltam a destacar o centeio como cereal com níveis elevados de fibra alimentar e compostos bioativos, o que ajuda a explicar a sua reputação “amiga” do intestino e da saciedade.
Há também estudos mais antigos, mas ainda muito citados, que associam o consumo de pão de centeio a melhorias no perfil lipídico, incluindo reduções do colesterol total e LDL em determinados grupos.
Em termos simples: para quem quer manter o pão no dia a dia sem “picos” tão marcados e com mais capacidade de saciar, o centeio integral costuma ser uma aposta mais consistente do que pães muito refinados.
Como escolher e consumir sem exageros
De acordo com o Notícias ao Minuto, o detalhe que faz diferença está no rótulo e no aspeto: prefira pão de centeio integral (ou com elevada percentagem de centeio) e desconfie de produtos “escuros” apenas por corantes ou misturas onde o trigo refinado continua a mandar.
Mesmo o “pão certo” não anula o resto: quantidade, recheios e contexto da dieta contam. Uma fatia de centeio com proteína e gordura “boas” tende a ter um impacto diferente de pão com manteiga em excesso, enchidos ou acompanhamentos muito salgados.
Por fim, quem tem condições específicas (como doença celíaca, certas patologias digestivas, restrições de sódio ou orientações médicas personalizadas) deve confirmar com um profissional de saúde qual o pão mais adequado, porque a melhor escolha é sempre a que encaixa no seu caso.
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