As redes sociais têm sido palco de fenómenos virais de todo o tipo. Dos desafios alimentares às rotinas de bem-estar, a tendência é clara: tudo o que é estranho pode, de repente, tornar-se popular. Nos últimos dias surgiu um hábito noturno invulgar que, ao usar apenas papel de alumínio, está a captar a atenção de milhares. Embora não seja novo, o impulso recente transformou-o numa das práticas mais partilhadas no TikTok e no Instagram.
Trata-se de dormir com papel de alumínio enrolado no braço e, segundo a RFM, a prática está a ser levada a sério por muitos utilizadores.
Vídeos com milhões de visualizações mostram pessoas a aplicar alumínio antes de se deitarem e a relatar supostos efeitos físicos e até emocionais na manhã seguinte.
De onde vem esta prática?
Apesar da recente explosão nas redes sociais, o uso de papel de alumínio no corpo não é propriamente novo. Tem raízes em teorias de alívio da dor oriundas de práticas pseudoterapêuticas populares nos anos 90.
Alguns defensores citados pela fonte falam numa alegada capacidade do alumínio para ‘redireccionar energia’ ou ‘bloquear interferências electromagnéticas’.
De acordo com a fonte acima citada, a popularidade atual ganhou fôlego quando influencers de bem-estar começaram a relatar melhorias no sono, redução de dores musculares e sensação de relaxamento, impulsionando o fenómeno junto de vastas audiências.
Porque é que tanta gente adere?
Num contexto em que ansiedade, stress e insónia afectam cada vez mais pessoas, rotinas simples e acessíveis oferecem sensação de controlo.
Dormir com papel de alumínio pode não ter impacto fisiológico directo, segundo a fonte, mas insere-se na lógica de rituais nocturnos que promovem desligar do dia e focar na respiração, componentes que, por si sós, já favorecem o descanso. Influencers de bem-estar exploram esta necessidade emocional, encontrando ‘terreno fértil’ num público ávido de soluções rápidas.
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Entre o gesto e a crença: o que realmente conta?
Em vez de se focar no papel de alumínio como agente terapêutico, o fenómeno sugere uma outra leitura: a força dos comportamentos simbólicos no quotidiano.
Para muitos, a adesão a práticas como esta responde mais à procura de bem-estar emocional do que a uma expectativa concreta de cura física.
A ciência não valida os efeitos atribuídos ao alumínio, mas reconhece que rituais de preparação para o sono, mesmo que desprovidos de eficácia clínica, podem ter impacto indireto na qualidade do descanso.
Nesse sentido, o alumínio torna-se apenas um pretexto, e o sono, o verdadeiro objectivo.
A importância do sono na recuperação física e mental
Dormir bem é um dos pilares essenciais da saúde. Durante o sono, o corpo realiza funções cruciais como a regeneração celular, o equilíbrio hormonal e o reforço do sistema imunitário.
É também durante as fases mais profundas do sono que se dá a consolidação da memória e a regulação dos neurotransmissores associados ao humor. Refere a mesma fonte, que a privação do sono pode contribuir para níveis mais elevados de ansiedade, irritabilidade e menor capacidade de resposta ao stress.
Sensações de cansaço muscular após esforço físico são comuns. No entanto, quando a dor é persistente ou interfere com o sono de forma recorrente, pode ser sinal de um problema subjacente que merece atenção especializada.
Evitar soluções improvisadas sem base científica
Apesar de práticas virais poderem parecer inofensivas, é importante manter espírito crítico. Soluções improvisadas podem atrasar o diagnóstico de uma condição real ou criar falsas expectativas de alívio.
Consultar um médico deve ser sempre o primeiro passo
A RFM acrescenta que a orientação médica é indispensável. Um diagnóstico adequado permite intervenções seguras, com base em evidência científica e adaptadas às necessidades de cada pessoa.
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