O consumo de duas a três chávenas de café por dia poderá estar relacionado com uma vida mais longa, segundo um novo estudo publicado no European Journal of Preventive Cardiology.
A investigação, realizada com café moído, instantâneo e descafeinado, sugere também que, comparando com pessoas que evitam o café, o consumo está associado a um menor risco de doença cardiovascular.
Em comparação com quem não bebe café, existe uma probabilidade 14%, 27% e 11% menor de morte durante o período de 12,5 anos (tempo que durou o estudo) para quem consumiu café descafeinado, moído e instantâneo, respetivamente.
Os investigadores concluem assim, segundo a Sky News, que o consumo de café deve ser considerado parte de um estilo de vida saudável: “Os resultados sugerem que a ingestão leve a moderada de café moído, instantâneo e descafeinado deve ser considerada parte de um estilo de vida saudável“.
O autor do estudo, Peter Kistler, do Baker Heart and Diabetes Research Institute, na Austrália, explica que a cafeína é o constituinte mais conhecido do café, mas a bebida contém mais de 100 componentes biologicamente ativos.
“É provável que os compostos sem cafeína tenham sido responsáveis pelas relações positivas observadas entre o consumo de café, doenças cardiovasculares e sobrevivência.”
O estudo teve em conta as ligações entre diferentes tipos de café e ritmos cardíacos, doenças cardiovasculares e morte. Um questionário onde era perguntado quantos e tipos de cafés que eram consumidos foi respondido por mais de 449.000 pessoas.
Com base nas respostas foram divididas em seis categorias: nenhum café por dia; menos de um; um; dois a três; quatro a cinco; ou mais de cinco.
Durante o tempo em que o estudo decorreu (12,5 anos), morreram 27.809 (6,2%) das pessoas que responderam ao inquérito. Embora todos os tipos de café tenham sido associados à redução de doenças cardiovasculares, o menor risco foi observado naqueles que bebiam três chávenas por dia.
- Texto: SIC Notícias, televisão parceira do POSTAL