A caminhada é amplamente reconhecida como um exercício acessível a todos, capaz de trazer benefícios para a saúde. No entanto, nem sempre produz os resultados desejados em termos de perda de gordura. Em muitos casos, o problema não está no esforço, mas em como ele é feito.
De acordo com o Health Digest, dois erros são particularmente comuns entre quem caminha regularmente: fazê-lo demasiado devagar e dedicar-lhe menos tempo do que o necessário. Embora simples, estas falhas podem comprometer a eficácia do treino.
Velocidade importa
Segundo a mesma fonte, caminhar depressa o suficiente para acelerar o ritmo cardíaco é fundamental. Um bom indicador de intensidade moderada é conseguir manter uma conversa com esforço, mas sem dificuldade.
Quem opta por um ritmo mais lento tende a queimar menos calorias, mesmo com maior duração de treino.
A publicação acrescenta que a velocidade deve provocar uma respiração mais profunda, mas sem ofegar. Manter este ritmo ajudará a ativar mais o metabolismo e a mobilizar a gordura armazenada.
Consistência sem sacrifícios
Outra recomendação essencial é a regularidade. Health Digest refere que o ideal é caminhar, no mínimo, 150 minutos por semana, cerca de 30 minutos por dia, ao longo de cinco dias. A consistência gradual favorece resultados mais sólidos do que sessões esporádicas mais intensas.
Esta exigência semanal estabelece uma base que permite ao corpo adaptar-se e responder à atividade física com maior eficácia. Alternativas mais intensas não se recomendam quando se falha nesta regularidade.
Intervalos rápidos beneficiam
O site explica que introduzir intervalos de ritmo rápido durante a caminhada pode trazer ganhos significativos.
Basta um esforço ligeiramente mais intenso por 30 segundos para ativar mais fibras musculares e acelerar o metabolismo.
Este método, muitas vezes apelidado de treino intervalado, pode ser aplicado sempre que as condições o permitirem, como em parques ou percursos urbanos com alterações de inclinação.
Recomendamos: Adeus bactérias: especialistas alertam para perigos das esponjas e recomendam outro utensílio
Erro: negligenciar a progressão
Conforme cita o Health Digest, muitos caminham com a mesma velocidade e duração por semanas ou meses, sem ajustar a intensidade. Esta estagnação faz com que o corpo se acostume ao esforço e reduza a queima calórica.
É aconselhável variar o percurso, a velocidade ou a inclinação de forma gradual, para continuar a desafiar o organismo e manter o nível de eficácia da atividade.
Equipamento e postura não são tudo
Embora sentir-se bem equipado possa motivar, a fonte sublinha que a qualidade dos ténis ou a estética do equipamento têm impacto mínimo na perda de gordura. O foco deve estar no ritmo, na duração e na regularidade da caminhada, não nos acessórios.
Evitar distrações como o uso excessivo do telemóvel durante o treino contribui para manter a intensidade adequada ao objetivo.
Simplificar para melhores resultados
Refere a mesma fonte que caminhar é uma prática simples, mas requer estratégia para ser eficaz. Dois pequenos ajustes, acelerar o passo e cumprir 150 minutos semanais com consistência, podem fazer toda a diferença.
Sem investimentos elevados ou grandes mudanças de estilo de vida, estes acertos mantêm a caminhada como um método prático para melhorar a saúde e controlar o peso.
Leia também: “Fiquei furiosa”: britânica recorre a solução original para ‘escapar’ a taxa extra de 70 euros exigida pela Ryanair
















