A frequência certa para mudar a roupa de cama é tema de debate entre famílias, mas há um consenso entre especialistas: a falta de cuidado pode trazer consequências para a saúde respiratória e cutânea. De acordo com o Idealista, muitos continuam a adiar esta tarefa essencial, sem perceberem que podem estar a dormir num ambiente favorável ao aparecimento de bactérias.
Dormir num espaço limpo parece simples, mas vai além do que se vê a olho nu. O corpo humano liberta células mortas, suor e resíduos de produtos cosméticos que se acumulam nos tecidos.
Estes elementos servem de alimento para micro-organismos indesejáveis, que encontram nos lençóis um local perfeito para se reproduzirem.
A sua cama: mais do que apenas conforto
Segundo o Idealista, ácaros, bactérias, fungos e vírus conseguem sobreviver e multiplicar-se na roupa de cama se esta não for trocada com regularidade. O ambiente quente e húmido favorece ainda mais o crescimento destes organismos, que se tornam invisíveis ameaças noturnas.
Com o passar dos dias, a acumulação de partículas pode agravar problemas respiratórios. Quem tem histórico de asma ou alergias sofre ainda mais com os ácaros que se alojam nos colchões e lençóis.
Escreve a mesma fonte que a exposição prolongada aumenta as probabilidades de reações alérgicas e crises de asma.
Impactos na pele e infeções silenciosas
A presença contínua de bactérias na roupa de cama é outra preocupação. Segundo a mesma fonte, micro-organismos como o Clostridium difficile sobrevivem até às lavagens convencionais, podendo causar infeções.
Além disso, quem sofre de problemas dermatológicos pode ver agravadas condições como foliculite, escabiose e outras infeções de pele.
Gracia Del Río Piñero, dermatologista do Hospital Vithas Sevilla, citada pelo site, destaca que a partilha de camas em ambientes comunitários potencia a propagação de micoses e outros problemas cutâneos.
Frequência ideal: qual o intervalo recomendado
Trocar lençóis diariamente não é necessário nem prático. A recomendação é simples: uma vez por semana ou, no máximo, a cada dez dias. Este intervalo é suficiente para controlar a acumulação de ácaros e evitar o desgaste prematuro dos tecidos.
De acordo com a fonte acima citada, exagerar na troca pode aumentar gastos de água e energia sem oferecer ganhos adicionais em higiene. A orientação é estabelecer uma rotina que equilibre conforto, saúde e sustentabilidade.
Roupa de cama: o segredo que poucos conhecem
A parte que muitos ignoram está na forma de tratar os tecidos. Trocar lençóis com frequência resolve parte do problema, mas a limpeza correta elimina de facto os micro-organismos.
O Idealista explica que lavar a roupa de cama em água quente, acima dos 60 graus, é um dos métodos mais eficazes para destruir ácaros e bactérias resistentes.
Para casos mais específicos, como infestação por ácaros da sarna, é possível utilizar produtos com permetrina ou acaricidas, mas a recomendação é sempre procurar aconselhamento médico.
Temperatura e detergente: dupla eficaz
Para garantir que os lençóis saem limpos, o ideal é mantê-los em lavagem durante, pelo menos, trinta minutos em temperatura elevada. O uso de detergente e, quando indicado, de desinfetantes como o hipoclorito de sódio, reforça a eficácia do processo.
Conforme a fonte citada, este cuidado extra faz diferença, sobretudo para quem já apresenta sintomas de alergia ou sensibilidade respiratória.
Menos riscos, mais descanso
Adotar uma rotina regular de troca de lençóis e seguir as orientações de lavagem pode reduzir significativamente o risco de alergias, infeções e problemas de pele. O Idealista recorda que pequenas ações diárias garantem um descanso mais tranquilo e saudável.
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