Um grupo de empresários do setor da restauração, bares e comércio arremessaram hoje garrafas contra agentes da PSP e queimaram caixões durante uma manifestação na Avenida dos Aliados, no Porto.
Ljubomir Stanisic, o famoso chefe de cozinha da SIC, que fez anteriormente “Pesadelo na Cozinha”, na TVI, esteve também envolvido na manifestação e juntou-se ao movimento “Pão e Água”.
Nas suas redes sociais escreveu que “somos pelas pessoas, pelos trabalhadores, pelos empresários, pelo País! Chegou-nos a notícia que alguns partidos se pretendem juntar à nossa manifestação. Que fique bem claro que o movimento que representamos não tem cor política. Somos cidadãos comuns unidos por uma luta comum. Lutamos pela sobrevivência dos nossos negócios, lutamos pela sobrevivência da economia, lutamos por todos e cada um dos nossos trabalhadores, pelas nossas famílias, lutamos pelas pessoas, pelo país. Ponto final”.
Este protesto, que começou cerca das 16:00 horas e reúne mais de mil empresários, está a contestar as medidas que consideram restritivas impostas pelo Governo de António Costa para travar a pandemia de covid-19, resultou em “desacatos” com a polícia que o está a controlar.
Além do arremesso de garrafas contra elementos das forças de segurança, os manifestantes colocaram caixões [simbolizando a morte do setor] a arder, obrigando a intervenção policial.
O país está em estado de emergência desde 09 de novembro e até 23 de novembro, período durante o qual há recolher obrigatório nos concelhos de risco de contágio mais elevado e municípios vizinhos. A medida abrange 114 concelhos, número que passa a 191 a partir de segunda-feira.
Durante a semana, o recolher obrigatório tem de ser respeitado entre as 23:00 e as 05:00, enquanto nos fins de semana a circulação está limitada entre as 13:00 de sábado e as 05:00 de domingo e entre as 13:00 de domingo e as 05:00 de segunda-feira.
A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.294.539 mortos em mais de 52,7 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.
Em Portugal, morreram 3.250 pessoas dos 204.664 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.