Será que verdadeiramente escolhemos sempre seguir o nosso próprio trilho?
Será que caminhamos sempre na direção da concretização dos nossos próprios sonhos?
Será que paramos, mesmo, para olhar-nos ao espelho, olhos nos olhos?
Será que realmente, nos aceitamos e nos sentimos felizes com as nossas escolhas?
Se nalgumas destas questões conseguimos dar respostas positivas, acredito que é porque, por algum motivo, ao longo da vida que temos vivido, fomos tomando consciência do importante que somos e, por conseguinte, agimos em relação a isso dando-nos prioridade.
E isso é ótimo!, pois a maioria das vezes vemos mais para fora do que para dentro, e corremos o risco de ir perdendo ou esquecendo, a conexão a nós, ao nosso coração, a nossa alma, a aquilo que nos mantém felizes e plenos, em definitiva esquecemos a conexão à nossa ‘verdade’/ ’essência’.
Entendamos que a vida de cada um de nós é de cada um, e está alicerçada na historia, nas experiências e na interpretação que cada um faz sobre elas, desde o seu próprio olhar e que, cada um tem uma forma única de lidar com elas, nem melhor nem pior, somente diferente e única e que, nessa ‘verdade’ que lhe é intrínseca e ligada aos seu coração e à sua alma, cada ser se faz acontecer. Com suas ideias, crenças e convicções.
Por outro lado, quantas vezes não fizemos da nossa vida a continuidade da vida de outros? Ou concretizamos sonhos que não eram os nossos? Ou cumprimos compromissos e assumimos responsabilidades para satisfazer as expetativas dos outros?
Entre outras tantas questões que poderíamos citar…
Porém, o importante, acredito eu, será que cada um faça as suas escolhas de vida seguindo os seus valores, seus princípios, no respeito mutuo e na compreensão que somos seres individuais que precisam de criar sua própria historia.
Contudo, também somos seres relacionais. Então quanto mais amor cultivar-mos em nós e por nós, atendendo ao que o coração nos diz – sem vaidade e com humildade -, mais amor e alegria poderemos dar aos outros, a nós, ao mundo… ao universo.
Por isso…
Amar aos outros, sim, claro!
Apoiar e cuidar dos outros, sim, claro!
E fazer isso, lembrando-nos de nós e da ’verdade’ do nosso coração.
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