A demografia, já se sabe, é o estudo estatístico das populações humanas, incluindo a sua estrutura, composição e evolução ao longo do tempo. Ou, resumindo ainda mais, é a ciência que analisa como as populações crescem, diminuem e mudam.
O marketing, já se sabe, é um conjunto de estratégias e práticas usadas por empresas ou organizações para promover produtos, serviços ou ideias, de forma a satisfazer as necessidades e desejos dos consumidores, alcançando objetivos de negócio. Ou, resumindo ainda mais, é a forma como uma empresa comunica, vende e entrega valor aos seus clientes.
O que têm estes dois conceitos a ver um com o outro? Como se relacionam e influenciam? A resposta, já se sabe, é simples.
A definição de uma estratégia de marketing tem sempre como base a demografia, ou seja, as pessoas que são alvo da estratégia. Um produto ou serviço está mais dedicado a um sexo, idade ou região e é conhecendo os públicos-alvo que se sabe como impactá-los. Este é um tema a ser discutido no próximo APODEMO Summit.
O “problema” é que os públicos não param. Não param de mudar. Tomando Portugal como exemplo, sabemos, através de diversos estudos, que há um aumento e um envelhecimento da população. Os fluxos migratórios de que ouvimos falar diariamente, fazem com que a população aumente, mesmo que seja previsível que o fluxo diminua. O envelhecimento da população, esse, vai continuar. A natalidade está a descer e o envelhecimento cresce, apontando o INE que até 2034, teremos menos 600 mil pessoas no ativo.
A médio prazo, a nossa demografia será diferente. Isso terá consequências sociais, económicas e políticas. E será também assunto do marketing, que tem que começar a pensar hoje na nova demografia do país e como a impactar.
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