Nascido nesta freguesia há mais de 74 anos tenho, ao longo da minha vida, para além do meu percurso profissional, tido o privilégio de ter também tido uma atividade em várias associações culturais e recreativas, como membro ativo em direcções de várias colectividades. Para além disso, desde há cerca de 20 anos tenho pertencido aos órgãos deliberativos na Junta de Freguesia da Luz e União de freguesias de Luz e Santo Estêvão, agora extinta.
Sempre pugnei pela melhoria das condições de vida dos fregueses desta freguesia, utilizando parte do meu tempo disponível. Constato no entanto que, apesar das minhas preocupações, esta freguesia continua a carecer de várias intervenções, que tardam em ser realizadas, tais como:
1 – A artéria principal da povoação é a Estrada Nacional 125, com todo o trânsito automóvel a passar por dentro da povoação, aumentando exponencialmente na época estival, com todos os inconvenientes quer de ruído e poluição, quer de segurança, para já não se falar do tempo de inverno, pois, logo que cai alguma precipitação, criam-se lençóis de água que, à passagem dos veículos, projetam-na para as fachadas das habitações circundantes, com os constrangimentos que se podem imaginar.
1.1 – Para obviar a essa situação, desde há mais de cinquenta anos que se estuda a construção de uma variante (circular externa) que possa reduzir o trânsito dentro da povoação de modo a facilitar, quer a vida e segurança dos residentes, quer a dos milhares de condutores que diariamente atravessam esta povoação.
1.2 – Há cerca de 15 anos, quando toda a extensão da EN 125 foi concessionada a uma PPP, a RAL – Rotas do Algarve Litoral, no projeto de remodelação de toda a via, não estando contempladas, as variantes de Olhão e Luz de Tavira, os presidentes de então, das autarquias envolvidas, reclamaram junto do Governo e, após negociações, foi possível alterar o atrás citado projeto de remodelação, tendo sido acrescentadas as referidas variantes.
1.3 – Feitos alguns estudos topográficos e após alguma marcações no terreno, na sequência da crise financeira e período da “Troica”, foi pelo Governo de então, renegociado o contrato de concessão com a RAL, tendo sido revertido para a Estradas de Portugal, atual IP, o troço da EN 125 entre Olhão e VRS António. Ficando assim suspensos, quer a remodelação desse troço quer a construção das variantes em causa, dando origem a uma querela jurídica entre o Estado e a RAL.
1.4 – Apesar dessa questão, que penso que ainda se mantém, o Municipio de Olhão conseguiu por negociações com o Governo, resolver o seu problema, estando atualmente em curso a construção da variante a Olhão, cujo términus está para breve.
1.5 – De qualquer modo, há cerca de um mês, a RAL fez intervenções ( colocação de betuminoso) em Tavira ( entre as rotundas do cemitério e a da GNR9 e, na Luz de Tavira, desde a entrada poente até à entrada nascente, sem que, no caso da Luz de Tavira, tivesse sido equacionada a construção de uma conduta de águas pluviais e respetivos sumidouros (sargetas).
2 – Temos depois o caso da torre sineira da Igreja Matriz pois, há cerca de oito anos, após queda de alguns elementos da cúpula (não tendo havido felizmente danos humanos, teve danos materiais numa viatura que se encontrava estacionada), foram colocadas baias de proteção e esta situação, que parece não ter solução, oxalá não seja resolvida depois de alguma tragédia, que não se deseja, que envolva vidas humanas.
3 – Na Rua Nossa Senhora da Luz, entre a Junta de Freguesia e a Rua Júlio dos Reis Romeira Pinto, uma rua com dois sentidos de trânsito, com cerca de quatro metros de largura, é permitido o estacionamento, na faixa do sentido norte sul, apenas com uma bolsa de cruzamentos, que por vezes não é respeitada, originando diariamente congestionamentos de circulação, principalmente na hora da entrada e saída de alunos na Escola Básica e nos dias em que há atividades desportivas no Pavilhão Municipal, para além da circulação de veículos de mercadorias de grandes dimensões (camiões com trator e galera) que, em número elevado, circulam naquela rua em ambos os sentidos).
4 – O Pavilhão Municipal, construído há mais de 10 anos com problemas estruturais na sua
cobertura, continua sem qualquer intervenção, com elevadas infiltrações que poderão a breve
prazo, pôr em risco a segurança dos atletas que ali praticam desporto, bem como das crianças
da Escola Básica, que lá vão ter as suas aulas de enriquecimento curricular (AECs)
5 – O Mercado Municipal, com mais de 40 anos, a necessitar urgentemente de uma intervenção a nível da cobertura, apresenta um elevado nível de infiltrações, que poderá vir a pôr em risco a sua estrutura.
6 – A Rua da Estação em que, desde há mais de 20 anos, foi construída uma conduta de águas pluviais, com as respectivas sargetas, vai desembocar numa caixa de recolha no largo da estação da CP e a partir daí não tem qualquer saída, com a agravante de ter sido construída uma urbanização, a nascente daquela rua com a resultante impermeabilização dos terrenos, que vai também desembocar no largo da estação da CP chegando a níveis que, para além de entrar no edifício da estação , complica o acesso dos passageiros à plataforma de embarque.
7 – Na urbanização LUX e a restante área urbana contígua, que vai crescendo em número de moradias, o único acesso, a partir da EN 125, é feito pela Estrada das Antas com uma entrada/saída com cerca de 3,5 metros de largura, o que complica a entrada / saída de viaturas na referida EN 125.
8 – O atual campo de futebol Dr Ataíde de Oliveira, propriedade do Inatel foi, através de protocolo com o executivo da CMT na altura, reabilitado, com a criação de infraestruturas para os atletas e equipas de arbitragem, iluminação e ainda bancadas, de modo a poder-se praticar-se futebol de 11 ou ainda outras modalidades desportivas de ar livre. Atualmente, está ao abandono, em estado de conservação deplorável, com a agravante de, na entrada poente da povoação, junto do acesso á Torre d’Aires, dar uma péssima imagem, a quem nos visita, ou a quem, pela EN 125 circula.
São estes, alguns dos principais problemas que me preocupam e julgo que devem preocupar todos os habitantes desta Aldeia/Vila, mas que tardam em ser resolvidos não obstante ser, há mais de 20 anos, membro da Assembleia de Freguesia, chamando insistentemente, a atenção dos vários executivos da Junta de Freguesia (nas muitas assembleias de Freguesia em que participei) e da Câmara Municipal de Tavira e que me levaram a partilhar convosco.
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