Se eu lhe perguntasse: O que é a abundância para si? Certamente a primeira ideia a surgir seria o dinheiro, pois é o mais comum – fomos habituados a isso – e está certo, pois o dinheiro faz parte da nossa vida.
Mas se lhe pedisse para que fechasse os olhos concentrando-se mais em si mesmo(a) e tentasse encontrar uma outra coisa que gostaria que fosse abundante na sua vida, o que surgiria?
Acredito que apareceriam conceitos tais como saúde, amor, alegria, paz, compreensão, felicidade, etc…
Isto mostra que entendemos que a abundância, vai muito mais além do dinheiro, e isto é porque a nossa vida é composta por múltiplas necessidades e desejos que, a nossa consciência e o nosso coração/alma, nos podem insistir para que lhe demos atenção.
Nem sempre é tão fácil assim, perceber que a vida é abundante e que nós todos(as) merecemos essa abundância, que somos dignos(as) dela, e que tudo é uma questão de estarmos disponíveis para essa possibilidade e acreditarmos nela.
Muitas vezes outorgamos ao dinheiro a responsabilidade de sermos felizes, porque através dele podemos `ter´ o que desejamos – sobretudo quando queremos coisas materiais- e está bem. A questão está em quando depois dum tempo essa `felicidade´ passa e voltamos a entrar na necessidade de procurar algo que nos preencha, para continuar a sentir-nos felizes.
Por tanto, pareceria ser que “nem tudo o que brilha é ouro” e que talvez, o dinheiro não fosse tudo na vida, senão que está feita de pequenas grandes coisas que até podem fazer parte do nosso quotidiano e que não lhe damos importância porque as damos por garantidas.
Em suma, o que quero dizer-vos com isto é que, a abundância do universo é nossa, e ela existe em tudo: amor, saúde, alegria, felicidade, carinho, amizade, compreensão, dinheiro… depende de nós que a nossa vida seja abundante em coisas e sentimentos bons.
É da nossa responsabilidade, enquanto seres humanos despertos e conscientes do nosso poder criador que, sejamos coerentes e capazes de nos mantermos no caminho do bem, da harmonia e da consciência plena de que somos nós os(as) responsáveis pela nossa vida e a nossa realidade, e que estejamos disponíveis e abertos(as) à possibilidade da desfrutar.
Nem sempre será fácil compreender isto e manter esta postura, mas como tudo na vida, o ser humano é um animal de hábitos, por tanto podemos também, habituar-nos a esta manutenção de energia positiva e de verdade essencial da nossa alma, começando por praticar diariamente pequenos atos, como por exemplo, agradecer por conseguir sentir o sol ou o vento. Por conseguir realizar as nossas tarefas diárias. Por termos que nos ame e quem nos cuide. Ou simplesmente agradecer pelo facto de estarmos vivos(as) com a possibilidade de mais um dia para experimentar o melhor de nós.
Isto, acredito eu – e assim levo a minha vida de há uns anos para cá – é disponibilizar-nos ao amor, à felicidade, a uma vida em abundância.
Leia também: Gratidão | Por Andrea Moura














