Foram 19 alunos da Escola Básica Inês de Castro, em Coimbra, que tiveram de receber cuidados médicos após apresentarem vómitos e diarreia, num episódio que acabou por ser associado a uma infeção pelo norovírus. O caso ocorreu na noite de sexta-feira, 6 de fevereiro, e envolveu crianças e adolescentes entre os 10 e os 15 anos, mobilizando serviços de saúde e autoridades municipais.
Embora todos os alunos tenham tido evolução clínica favorável e já estejam em casa, a situação levantou dúvidas iniciais quanto à origem do surto, levando a autarquia a acompanhar de perto o episódio e a ativar procedimentos de monitorização preventiva.
Primeiros alertas ainda sem hospitalizações
De acordo com a agência de notícias Lusa, a Câmara Municipal de Coimbra começou a acompanhar a situação ainda antes de existirem encaminhamentos para o hospital, logo que surgiram os primeiros relatos de alunos com indisposição. Nessa fase inicial, as queixas eram difusas e não permitiam identificar de imediato uma causa concreta.
Segundo a mesma fonte, o município entrou em contacto com a associação de pais e iniciou diligências internas para perceber “quais eram as razões ou as possíveis razões para o mal-estar”, procurando recolher informação junto da comunidade escolar.
Encaminhamento preventivo para o hospital
Com o agravamento de alguns sintomas ao longo da noite, 19 crianças acabaram por ser encaminhadas para o Hospital Pediátrico de Coimbra. Escreve a agência noticiosa que os sintomas mais frequentes foram vómitos persistentes e, em vários casos, episódios de diarreia, o que levou à decisão de observação clínica.
Em declarações à mesma fonte, o vice-presidente da câmara, Miguel Antunes, explicou que a ida ao hospital teve como principal objetivo prevenir complicações. “Nos cuidados hospitalares foi monitorizada a hidratação das crianças”, afirmou, sublinhando o carácter cautelar da intervenção.
Diagnóstico esclareceu o episódio
O diagnóstico clínico permitiu afastar algumas suspeitas iniciais. Foi identificada uma infeção com norovírus, um agente viral frequentemente associado a surtos em contextos escolares ou comunitários.
“O próprio conselho de administração ou a direção do Hospital Pediátrico revelaram que, quando foi sinalizada a alta, não existia mais sinal de alarme”, indicou Miguel Antunes, acrescentando que todas as crianças observadas receberam alta após estabilização.
Outros casos sem necessidade de observação médica
Para além dos alunos que recorreram ao hospital, registaram-se outros casos na EB 2,3 Inês de Castro, envolvendo estudantes com sintomas semelhantes, mas de menor intensidade. Estes casos não exigiram acompanhamento hospitalar.
“Não temos o número completo, mas terá sido mais alguma dezena, certamente”, referiu o autarca, citado pela mesma fonte, explicando que estas situações foram acompanhadas pelas famílias.
Análises em curso e funcionamento normal
Apesar da confirmação do vírus, a autarquia decidiu avançar com análises adicionais. Conforme a Lusa, foram recolhidas amostras de alimentos das refeições escolares dos últimos dois dias e da água do abastecimento da escola, para apurar se algum destes fatores poderá ter funcionado como veículo de contágio.
“Naturalmente, os alimentos podem na mesma ter sido o veículo de contágio”, admitiu Miguel Antunes, garantindo, contudo, que “não está posto em causa o funcionamento normal da escola”, enquanto se aguardam os resultados laboratoriais.
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