Os doces tradicionais de Natal poderão sair mais caros este ano e a explicação não está no açúcar nem na farinha, mas no valor dos ovos, que registaram aumentos significativos ao longo deste ano. De acordo com a RTP, o custo de meia dúzia subiu de 1,61 euros no início de janeiro para 2,12 euros a 19 de novembro, uma diferença que corresponde a uma variação superior a 31%. Esta evolução impacta diretamente produtos sazonais, como bolos, sobremesas e pastelaria típica, sobretudo nesta fase do fim de ano, quando a procura aumenta.
A mesma fonte indica que o pico do preço dos ovos foi atingido a 22 de outubro, repetindo o valor de 2,12 euros por caixa. Antes dessa estabilização, os preços foram subindo de forma progressiva, com um aumento inicial logo em fevereiro, quando meia dúzia passou para 1,62 euros.
A partir desse ponto iniciou-se a trajetória ascendente que culminou no valor mais elevado do ano. Segundo a estação televisiva, a evolução não foi linear e incluiu momentos de aceleração, como o que ocorreu entre 19 e 26 de março, quando o custo subiu de 1,70 euros para 2,05 euros.
Ovos puxam pelos custos, açúcar e farinha aliviam a conta
Apesar da pressão exercida pelos ovos, outros ingredientes essenciais do cabaz natalício têm seguido caminho oposto. O açúcar branco, conforme a mesma fonte, começou o ano a 1,26/kg e registou uma descida para 1,17 euros a 19 de novembro. Trata-se de uma redução de 7,14% face ao valor inicial. Ainda assim, o preço não se manteve constante, tendo atingido 1,30 euros a 21 de maio e descido depois até ao mínimo registado a 12 de novembro, quando se fixou em 1,15/kg.
No caso da farinha para bolos, os valores também recuaram. Escreve o canal público que o preço passou de 1,83 euros para 1,56/kg no mesmo período, traduzindo um decréscimo global de 14,75%. A publicação recorda que este ingrediente chegou a custar 1,87 euros em 19 de fevereiro, repetindo o máximo em duas datas posteriores, 19 de março e 7 de maio.
No entanto, no outono verificou-se o recuo mais acentuado, com o mínimo a ser registado a 24 de setembro, quando o quilo da farinha ficou a 1,57 euros.
Natal mais caro no forno e nas montras de pastelaria
O efeito agregado destes valores poderá refletir-se nos preços de mercado dos produtos finais. Mesmo com a queda do açúcar e da farinha, o impacto dos ovos é suficiente para elevar os custos de produção. Refere a mesma fonte que esta dinâmica tende a ser mais notória em receitas que exigem maior quantidade deste ingrediente, como certas massas tradicionais e sobremesas clássicas do período festivo.
Esta combinação coloca pressão adicional sobre consumidores e produtores. Acrescenta a publicação que, apesar de existirem fatores compensatórios, a realidade indica que quem for às compras com intenção de preparar doces tradicionais poderá notar diferenças nas faturas. O mercado mantém níveis de procura semelhantes aos de anos anteriores, mas a formação de preços depende, em grande medida, da estabilidade ou oscilação de matérias-primas fundamentais como os ovos.
No balanço deste ano, enquanto açúcar e farinha ofereceram alívio, o preço dos ovos permanece como variável determinante no custo final dos doces natalícios. A expectativa, segundo a RTP, é que a procura de fim de ano mantenha a pressão sobre o ingrediente que mais encareceu ao longo dos últimos meses.
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