Com um património histórico impressionante, ruas tranquilas e uma ligação profunda à Ordem dos Templários, Tomar é uma cidade portuguesa que encanta quem a descobre segundo o jornal britânico Express, e que permanece surpreendentemente fora dos grandes roteiros turísticos. A cerca de 140 quilómetros de Lisboa, este destino combina história, cultura e natureza num ambiente calmo e acessível.
Tomar destaca-se pela sua origem templária. No século XII, Gualdim Pais, Grão-Mestre da Ordem dos Templários, mandou construir no topo de uma colina o Castelo e Convento de Cristo, um conjunto monumental hoje classificado como Património Mundial da UNESCO. A Charola, capela de planta redonda inspirada nos templos da Terra Santa, é uma das joias desta construção.
A cidade nasceu à sombra desta fortaleza e cresceu com um traçado urbano medieval em cruz, orientado pelos pontos cardeais. No coração do centro histórico, as ruas estreitas e calmas convidam a passear, e é possível encontrar lojas tradicionais, cafés antigos e pastelarias com doces típicos.
O legado templário e a herança renascentista
De acordo com a mesma fonte, para os amantes de história, a visita ao Convento de Cristo é imperdível, mas há muito mais para explorar. Ao descer da colina, o visitante atravessa a Mata Nacional dos Sete Montes, um espaço verde refrescante que liga o convento ao centro urbano. Pelo caminho, surge a pequena Capela de Nossa Senhora da Conceição, obra renascentista de João de Castilho.
A sul da cidade, junto ao rio Nabão, está a Igreja de Santa Maria do Olival, local de sepultura de vários cavaleiros templários, incluindo o próprio Gualdim Pais. Do outro lado do rio, encontram-se ainda o Convento de Santa Iria, o antigo Museu da Levada e, mais a norte, o antigo Convento da Anunciada.
Festas tradicionais e sabores locais
Apesar de discreta, Tomar ganha outro brilho durante a Festa dos Tabuleiros, celebrada de quatro em quatro anos no início do verão. As mulheres desfilam pelas ruas com tabuleiros altos à cabeça, decorados com flores e pães, numa tradição que mistura rituais pagãos com elementos católicos. É um momento único, que atrai milhares de visitantes.
Na gastronomia local destacam-se os doces conventuais como as Fatias de Tomar, feitas apenas com gemas de ovo e cozidas em banho-maria num recipiente inventado por um artesão local. Há ainda as queijadas de amêndoa e chila, perfeitas para acompanhar um café no Café Paraíso, o mais antigo da cidade.
A carne de porco e de vaca dominam a ementa nos restaurantes da região, muitas vezes acompanhadas por pão tradicional e vinhos do Tejo. Para os apreciadores, há ainda cerveja artesanal portuguesa para experimentar.
Cultura, museus e arte contemporânea
Além do seu passado medieval, Tomar tem também espaço para a arte moderna. O Centro de Arte Contemporânea da cidade alberga a coleção de um dos mais importantes historiadores de arte portugueses do século XX, e é uma paragem obrigatória para quem procura conhecer o lado criativo e atual da cidade.
Outra curiosidade local é o Museu dos Fósforos, que reúne milhares de caixas de fósforos de todo o mundo, uma coleção inesperada que conquista quem entra sem grandes expectativas.
Um refúgio acessível e autêntico
Tomar continua a ser um segredo bem guardado, longe das multidões de Lisboa, Porto ou até mesmo do Algarve. Com cerca de 20 mil habitantes, oferece uma experiência genuína, rica em história e hospitalidade, num ritmo muito diferente das cidades mais visitadas, segunda aponta o Express.
A cidade está a cerca de 90 minutos de carro de Lisboa e pode ser alcançada facilmente por comboio. Para quem quer explorar Portugal de forma diferente, Tomar é uma aposta com paisagens verdes, património excecional e uma tranquilidade difícil de encontrar nas capital.
















