Em 2024, Portugal terminou entre os três maiores produtores de tomates da União Europeia. Os dados foram revelados pelo gabinete estatístico comunitário Eurostat e confirmam que o país colheu 1,7 milhões de toneladas deste fruto, um número que o colocou apenas atrás de Itália e de Espanha.
De acordo com o gabinete de estatísticas, Eurostat, Itália assegurou a liderança destacada com seis milhões de toneladas, enquanto Espanha se posicionou no segundo lugar com 4,5 milhões. Portugal, embora mais distante, consolidou-se como terceiro maior produtor da Europa, representando 10% da colheita total comunitária de tomate.
Um ano de colheitas em alta
As estatísticas agora divulgadas mostram que a União Europeia colheu no total 62,2 milhões de toneladas de vegetais frescos em 2024, incluindo melões. O volume representa uma subida de 6% face a 2023, ano em que tinham sido recolhidas 58,8 milhões de toneladas.
Segundo a mesma fonte, Espanha, Itália e França lideraram a produção de vegetais frescos, somando em conjunto 55% do total europeu. Só Espanha produziu 14,8 milhões de toneladas, Itália ficou perto com 13,9 milhões e França registou 5,8 milhões.
Tomates, cenouras e cebolas em destaque
Os tomates foram o produto que mais se destacou. A produção comunitária aumentou 5% e atingiu 16,8 milhões de toneladas. Também as cenouras registaram um crescimento, com 4,7 milhões de toneladas colhidas, mais 6% do que no ano anterior. Já as cebolas registaram uma subida ainda mais expressiva: 11%, chegando às 7 milhões de toneladas.
Itália respondeu por 36% do tomate produzido em toda a União, Espanha por 27% e Portugal por 10%. O peso relativo de cada país confirma a importância do setor agrícola no sul da Europa e a posição consolidada da agricultura portuguesa no segmento.
Frutas com ligeira quebra
Se os vegetais registaram uma época positiva, o mesmo não se pode dizer das frutas, bagas e frutos secos (com exceção de citrinos, uvas e morangos). A produção totalizou 24,3 milhões de toneladas, uma quebra de 2% em relação a 2023.
Segundo os dados comunitários, Itália voltou a destacar-se também neste setor, com 5,4 milhões de toneladas. Espanha produziu 4,3 milhões e a Polónia 4,1 milhões. Em conjunto, os três países representaram 57% de toda a colheita europeia.
De acordo com o Eurostat, estes números confirmam o papel decisivo de Portugal no cultivo de tomate, consolidando uma posição de relevo num setor estratégico para a agricultura nacional e para a balança alimentar da União Europeia.
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