Depois de cerca de 40 dias marcados por precipitação frequente e sucessivas frentes atlânticas, o tempo em Portugal deverá mudar de forma significativa na segunda quinzena de fevereiro. O sol começa a ganhar espaço e a estabilidade aumenta, mas os modelos meteorológicos apontam para a possibilidade de nova sequência de depressões atlânticas já nesta data, podendo trazer chuva mais generalizada nessa altura.
De acordo com o Luso Meteo, site especializado em meteorologia, o anticiclone dos Açores deverá assumir uma posição mais típica para esta época do ano ao longo dos próximos dias, favorecendo uma redução da precipitação em grande parte do território.
A sul, a estabilidade deverá ser mais evidente, enquanto no Norte poderão ainda ocorrer episódios pontuais de chuva fraca.
Segundo a mesma fonte, esta mudança representa uma transição clara face ao padrão dominante nas últimas semanas, marcado por sucessivas depressões e instabilidade persistente.
Segunda quinzena de fevereiro com tempo mais estável
O reforço do anticiclone deverá permitir vários dias mais secos, com maior presença de abertas e temperaturas gradualmente mais amenas. O Luso Meteo explica que a corrente de jato tende a posicionar-se mais a norte, desviando as áreas de baixa pressão para latitudes superiores.
Ainda assim, a estabilidade não será absoluta. Podem ocorrer episódios isolados de precipitação até cerca de dia 20, mas o cenário dominante aponta para uma pausa significativa na chuva.
A publicação recorda que as previsões a médio prazo devem ser interpretadas como tendências, especialmente num inverno que tem revelado elevada variabilidade atmosférica.
Março é a “data” sob maior vigilância
É precisamente no mês de março, especialmente na primeira quinzena, que os modelos começam a indicar maior incerteza. É a essa data que o título se refere. Segundo a mesma fonte, existem sinais de que o anticiclone poderá enfraquecer temporariamente, permitindo o regresso de depressões atlânticas à Península Ibérica.
Entre os fatores analisados está o enfraquecimento do vórtice polar, que se encontra abaixo da média climatológica para esta altura do ano.
De acordo com a mesma fonte, este contexto pode favorecer maior ondulação da corrente de jato e aumentar a probabilidade de descida de sistemas depressionários sobre Portugal.
Também a evolução da Oscilação de Madden Julian está a ser acompanhada. O site explica que determinadas fases deste fenómeno podem anteceder alterações no padrão de circulação atmosférica, criando condições propícias a nova instabilidade.
Primeira antevisão da Primavera 2026
Numa leitura preliminar para a Primavera 2026, março surge como o mês mais volátil. Explica o Luso Meteo que, caso se confirme o enfraquecimento do anticiclone, poderá assistir-se ao regresso de chuva mais abrangente em Portugal continental durante a primeira metade do mês.
Já a segunda quinzena de março poderá voltar a apresentar maior estabilidade, embora essa evolução dependa da interação entre massas de ar atlânticas e polares e da posição do anticiclone.
Para já, o cenário mais consensual aponta para uma pausa na chuva durante a segunda quinzena de fevereiro.
Contudo, a ‘data’ crítica mencionada é março, mês em que os modelos indicam risco de nova sequência de depressões atlânticas e precipitação mais generalizada.
O sol deverá regressar nos próximos dias. Mas a possibilidade de nova viragem atmosférica nas primeiras semanas de março mantém-se em aberto.
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