Há cidades onde a experiência gastronómica vai muito além da comida típica, e até os espaços de restauração mais inesperados se transformam em atrações turísticas. Nesta cidade portuguesa, uma das mais turísticas da Europa, um restaurante de fast food conquistou esse estatuto e figura regularmente nas listas internacionais, não pelo menu, mas pelo cenário onde se insere. Falamos do McDonald’s.
O McDonald’s mais bonito do mundo
Trata-se do McDonald’s Imperial, instalado no antigo Café Imperial, em plena Avenida dos Aliados, no Porto. Considerado por muitos o “mais bonito do mundo”, o espaço preserva a grandiosidade da década de 1930, com candelabros imponentes e interiores Art Déco que rapidamente conquistaram lugar nas redes sociais, refere o jornal britânico The Mirror. Uma britânica, conhecida nas redes sociais como “dooleyjulie”, visitou recentemente este espaço e contou à mesma fonte a sua experiência.
À entrada, uma estátua de águia e um letreiro em latão já denunciam que este não é um restaurante igual aos outros. No interior, os olhos são imediatamente atraídos para os lustres brilhantes e para o enorme mural atrás do balcão, cenário que leva quase todos os visitantes a tirar fotografias.
Uma localização privilegiada
Parte do sucesso também se deve à localização central. A poucos passos da Livraria Lello, da estação de São Bento e a 15 minutos do Douro, o McDonald’s Imperial é uma paragem conveniente para quem explora a cidade. Talvez por isso, o acesso às casas de banho esteja limitado a clientes, que recebem um código após compra.
Há ainda outro detalhe que surpreende visitantes estrangeiros: em Portugal, o menu inclui opções totalmente sem glúten, como o famoso Big Mac, algo inexistente em países como o Reino Unido.
Alguns contras
Apesar da imponência visual, a experiência rapidamente mostra alguns contrastes. O espaço parece amplo, mas grande parte da sensação de dimensão deve-se aos espelhos nas paredes. Os lugares sentados não são muitos, e encontrar uma mesa disponível pode ser tarefa demorada.
No interior, o ambiente inicial impressiona, mas também rapidamente surgem os primeiros sinais de desilusão. O espaço parece amplo devido aos espelhos, mas a realidade é a de poucos lugares sentados. A afluência constante transforma o restaurante mais num ponto turístico do que num local para uma refeição tranquila, com filas longas nos quiosques e pessoas à procura de mesas.
Entre o ‘luxo’ e a realidade
A britânica destacou ainda o contraste entre a decoração luxuosa e o mobiliário comum, igual ao de qualquer McDonald’s, algo que quebra o encanto da experiência. A multidão de visitantes, sempre de telemóvel em punho para captar imagens, reforça a sensação de confusão.
Outros exemplos pelo mundo
Embora o Porto lidere as atenções, não está sozinho neste ranking curioso, refere ainda o The Mirror. Em Roma, por exemplo, o McDonald’s da Piazza di Spagna destaca-se pelas paredes em mármore, fontes e estátuas, atraindo também milhares de turistas.
Para muitos viajantes, o Porto é apenas o primeiro capítulo na descoberta destes espaços da cadeia americana.
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