O planeamento de umas férias em Portugal, com passagem por Lisboa e pela Madeira, parecia a aposta certa para duas turistas norte-americanas atraídas pelos preços competitivos da companhia aérea nacional. A expectativa de uma viagem tranquila desfez-se rapidamente numa sucessão de falhas operacionais e custos imprevistos que transformaram a semana de descanso num verdadeiro teste à paciência. O descontentamento atingiu um nível tal que a confiança na transportadora ficou irremediavelmente quebrada.
A passageira foi perentória ao concluir que, mesmo que lhe oferecessem a viagem, recusaria embarcar novamente numa aeronave desta empresa. O sentimento final de que “nem de graça voltava a voar com a TAP” reflete a frustração de quem, mesmo com vouchers de compensação na mão, prefere pagar mais noutra companhia a reviver o caos logístico que enfrentou.
Esta história foi partilhada no Business Insider, um portal de notícias internacionais focado em economia e viagens. A turista detalha como a tentativa de poupar nos bilhetes iniciais resultou num prejuízo financeiro avultado e num desgaste emocional que marcou negativamente toda a experiência em solo nacional.
O primeiro sinal de alerta
Os problemas começaram meses antes da partida, quando o voo de regresso aos Estados Unidos foi alterado unilateralmente pela operadora. A viagem foi adiada 24 horas sem qualquer justificação apresentada, obrigando as turistas a suportar os custos de uma noite extra de hotel e alimentação na capital portuguesa.
Indica a mesma fonte que decidiram aceitar a mudança e aproveitar o tempo extra, mas o cenário piorou à chegada ao aeroporto. Apesar de se apresentarem ao check-in com três horas de antecedência para a ligação à Madeira, foram confrontadas com a falta de lugares disponíveis no aparelho.
Sem lugar e retidos em terra
A situação de overbooking deixou-as em terra juntamente com uma dezena de outros passageiros que não tinham assento atribuído. A companhia ofereceu vouchers de compensação e refeição, recolocando-as num voo que partiu cinco horas mais tarde do que o previsto.
Esta alteração forçada fez com que chegassem ao destino já de madrugada, com poucas horas de descanso antes das atividades que tinham agendado. O cansaço acumulado e a incerteza sobre os horários começaram a definir o tom daquela que deveria ser uma escapadinha relaxante.
Cancelamentos e falhas informáticas
O regresso ao continente foi marcado por novo incidente grave, com o cancelamento do voo original a apenas dois dias da partida. A alternativa automática apresentada pela transportadora implicava um atraso de 12 horas, o que as levou a comprar bilhetes noutra companhia para garantir a ligação atempada.
Explica a referida fonte que as tentativas de pedir o reembolso a que tinham direito revelaram-se infrutíferas devido a erros constantes no site da empresa. As mensagens de falha impediram a submissão do pedido online e o atendimento presencial no aeroporto remeteu-as novamente para os canais digitais inoperacionais.
Contas finais do pesadelo
A soma das despesas imprevistas com novos voos, estadias e refeições rondou os 400 dólares adicionais por pessoa. A autora sublinha que o problema não foi um incidente isolado, mas sim a acumulação de múltiplos azares e falhas de serviço numa única semana.
Explica ainda o Business Insider que a passageira aprendeu a lição e será mais diligente na escolha das companhias aéreas no futuro. A conclusão é que a paz de espírito vale o investimento extra, afastando qualquer hipótese de voltar a arriscar uma viagem com a transportadora portuguesa.















