Muitas pessoas realizam tarefas online do dia a dia enquanto esperam por alguém, tomam um café ou viajam. Esta rotina, aparentemente inofensiva, pode colocar em risco a segurança dos seus dados bancários e restantes informações financeiras mais sensíveis.
De acordo com a Business Money, empresa especializada em cibersegurança, uma das práticas mais comuns entre os utilizadores da internet é também uma das mais exploradas por cibercriminosos para aceder a dados bancários sem autorização.
Ataques silenciosos
Segundo a mesma fonte, é possível que um atacante consiga posicionar-se entre o utilizador e a página de internet acedida, num esquema conhecido como man-in-the-middle. Nestes casos, mesmo que o site do banco seja legítimo, as informações introduzidas podem ser intercetadas.
Este tipo de ataque pode passar despercebido, pois toda a navegação aparenta funcionar normalmente. No entanto, os dados bancários trocados, como números de conta, códigos de segurança e palavras-passe, ficam visíveis para o atacante.
Outro risco frequente são os pontos de acesso falsos. Estes são criados para parecerem legítimos e enganam facilmente o utilizador, que acaba por fornecer dados pessoais numa ligação controlada por terceiros.
Um cadeado que não garante tudo
Embora muitos sites bancários utilizem o protocolo HTTPS, reconhecível pelo cadeado ao lado do endereço, isso não é garantia total de segurança. A Business Money explica que existem métodos capazes de contornar essa camada de proteção, especialmente quando a ligação de origem não é segura.
A utilização de dispositivos com software desatualizado também representa um risco acrescido. Os atacantes podem explorar falhas conhecidas para aceder ao sistema do utilizador e recolher informações sem que este se aperceba.
Mesmo os antivírus nem sempre são suficientes se o comportamento digital for negligente. A combinação de uma ligação insegura e de práticas de navegação pouco cautelosas facilita o trabalho dos criminosos.
Medidas simples que fazem a diferença
A Business Money recomenda que, sempre que possível, se evite realizar operações bancárias em ambientes onde não se controla a ligação à internet.
Em alternativa, deve usar-se uma rede de dados móveis ou uma VPN (Rede Privada Virtual), que cria uma ligação segura entre o dispositivo e os servidores.
Outra medida importante é manter os sistemas operativos e aplicações sempre atualizados, para corrigir vulnerabilidades conhecidas e reduzir os riscos de intrusão.
Deve ainda evitar-se o armazenamento automático de palavras-passe nos navegadores. Esta função, embora prática, pode permitir o acesso não autorizado à conta bancária caso o equipamento seja comprometido.
Milhões de portugueses utilizam o telemóvel e nem se apercebem dos riscos
Segundo a mesma fonte, o número de pessoas que se expõem diariamente a este tipo de ameaça é muito elevado. Estima-se que milhões de portugueses utilizem o telemóvel para aceder à internet em locais públicos, muitas vezes sem saber os riscos que essa prática implica para a sua segurança financeira.
A prevenção começa com a informação. Compreender como estas ameaças funcionam e o que está em causa pode ajudar a adoptar hábitos mais seguros no dia a dia.
Esta prática tão comum, feita por rotina ou conveniência, pode ter consequências graves. Estar atento e proteger os seus dados é essencial para garantir que o que é seu não cai nas mãos erradas.
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