A leitura dos rótulos nas prateleiras dos supermercados gera frequentemente dúvidas que levam ao desperdício alimentar ou, em casos mais graves, a riscos para a saúde. É comum os consumidores olharem para as datas impressas nas embalagens dos produtos sem distinguirem exatamente o significado dos termos técnicos utilizados pela indústria. Para dissipar estas incertezas, a Mercadona decidiu clarificar a fronteira entre o que é seguro comer e o que deve ser descartado.
A Mercadona, através da secção “Perguntas Frequentes” do seu website, esclareceu de forma perentória a distinção entre dois conceitos fundamentais: a data de validade e a data de consumo preferencial. Embora pareçam indicar a mesma coisa, estas duas informações têm implicações totalmente distintas no que toca à segurança do consumidor.
De acordo com a secção de perguntas frequentes do site da Mercadona, a confusão entre estes termos é habitual, mas a distinção é vital para a gestão da despensa. A cadeia espanhola explica que um dos prazos é um limite de segurança absoluto, enquanto o outro é apenas uma recomendação de qualidade.
A fronteira do perigo
A “data de validade” é o indicador mais crítico que o consumidor deve respeitar rigorosamente. Indica a mesma fonte que este prazo assinala o momento limite até ao qual um alimento pode ser ingerido de forma segura.
Isto significa que, ultrapassada essa data específica, o produto não deve ser consumido sob nenhuma circunstância. Nestes casos, o risco de desenvolvimento de microrganismos nocivos é real e pode comprometer a saúde de quem ingere o alimento.
Quando o prazo é apenas uma sugestão
Por outro lado, a “data preferencial de consumo” funciona de maneira diferente e menos restritiva. Explica a referida fonte que esta indicação sugere apenas a data ótima para consumir o artigo com todas as suas propriedades originais intactas.
Se um cliente optar por consumir o produto após esta data preferencial, não corre riscos de saúde. A única consequência será uma alteração nas características organolépticas, como a textura, o sabor ou a cor, mas a segurança alimentar mantém-se inalterada.
A regra da embalagem fechada
Existe, no entanto, uma condição essencial para que estas datas sejam válidas e fiáveis. A Mercadona sublinha que tanto a data de validade como a de consumo preferencial referem-se sempre ao produto enquanto este permanece fechado e selado.
A partir do momento em que a embalagem é aberta, o cenário altera-se completamente e as datas impressas deixam de ser a referência principal. O contacto com o ar e o ambiente externo inicia o processo de degradação do alimento.
Instruções de conservação
Para garantir a segurança após a abertura, o consumidor deve ignorar a data original e seguir as instruções específicas de conservação presentes no rótulo. Estas indicam geralmente quantos dias o produto aguenta no frigorífico ou na despensa depois de encetado.
Explica ainda a Mercadona que o respeito por estas diferenças de datas não só protege a saúde dos clientes, como evita que se deitem para o lixo produtos alimentares que, apesar de terem passado a data preferencial, continuam perfeitamente seguros para consumo.
Leia também: Mercadona aconselha: este é o produto mais indicado para “adoçar” o seu dia (e tem opções sem açúcar)















