A Mercadona reduziu o preço de mais de 500 produtos em Portugal desde o início de 2026, abrangendo categorias como alimentação e higiene. A iniciativa surge num contexto de inflação persistente e coincide com variações significativas no comportamento global dos preços no retalho alimentar.
Descidas concentradas em produtos do dia a dia
De acordo com o Notícias ao Minuto, a empresa confirma que a descida incide sobre referências como iogurtes, massas e pão, entre outros produtos frequentemente presentes no consumo diário. A decisão é enquadrada pela cadeia de supermercados como uma forma de responder ao aumento dos custos das matérias-primas, ainda que num cenário em que os preços continuam, em muitos casos, a subir.
A redução foi aplicada ao longo dos primeiros meses do ano, com maior intensidade em abril, período em que terão sido revistos mais de 200 produtos. Nas lojas, essas alterações são assinaladas através de etiquetas amarelas, permitindo identificar as mudanças diretamente nas prateleiras.
Preços não seguem uma tendência única
Apesar desta descida pontual em várias referências, os dados mais recentes apontam para um quadro mais complexo. Segundo a DECO PROteste, o cabaz alimentar composto por 63 produtos essenciais voltou a descer ligeiramente na semana entre 6 e 13 de maio, fixando-se nos 260,41 euros. Ainda assim, desde o início do ano, o mesmo conjunto já encareceu 18,58 euros.
Alguns produtos continuam, inclusivamente, a registar aumentos expressivos. No mesmo período, a massa espiral, a perca do Nilo e o atum em posta com azeite destacaram-se entre os que mais subiram em termos percentuais, evidenciando que as descidas não são generalizadas nem suficientes para inverter a tendência global.
Medida surge num contexto de pressão inflacionista
A iniciativa da Mercadona ocorre num momento em que o retalho alimentar continua pressionado pelo aumento dos custos ao longo da cadeia de produção e distribuição. Esta realidade tem sido refletida de forma desigual nos preços finais, dependendo do tipo de produto e da evolução dos mercados.
Para além disso, a Mercadona enquadra estas revisões de preços como resultado de ajustes internos e ganhos de eficiência operacional, procurando repercutir algumas dessas reduções no consumidor final.
Segundo a mesma fonte, a empresa pretende continuar a ajustar preços sempre que possível, mantendo a sua estratégia num cenário marcado por volatilidade nos custos e no consumo.
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