A Guarda Nacional Republicana (GNR) revelou dados preocupantes sobre a incidência de incêndios rurais em Portugal, tendo já detido 59 pessoas por este tipo de crime até ao passado dia 17 de abril.
Segundo a autoridade, a grande maioria dos casos está associada a comportamentos negligentes no uso do fogo.
De acordo com a GNR, “57 dos 59 cidadãos detidos” foram responsáveis por incêndios resultantes de queimas e queimadas de sobrantes que se descontrolaram.
Negligência domina causas dos incêndios
A análise das detenções aponta para a predominância de práticas inadequadas no uso do fogo como principal causa dos incêndios.
Distritos como Braga e Vila Real registam o maior número de detenções, com 14 casos cada, seguidos de Leiria, com 10.
A distribuição etária dos detidos revela maior incidência nas faixas entre os 41 e os 64 anos.
Mais de 7.600 terrenos sinalizados
No âmbito da “Operação Floresta Segura 2026”, a GNR já sinalizou 7.664 terrenos para limpeza obrigatória.
Os distritos com maior número de sinalizações incluem Leiria, Bragança e Santarém, refletindo áreas de maior risco.
Comparativamente a 2025, verifica-se uma diminuição no número total de terrenos identificados, que no ano passado ultrapassaram os 10 mil.
Área ardida ultrapassa 7.600 hectares
Até 15 de abril de 2026, arderam em Portugal 7.675 hectares, um valor provisório que supera os registados em anos recentes, como 2024 e 2025.
Os dados evidenciam a necessidade de reforçar as medidas de prevenção e vigilância.
A GNR sublinha que a floresta “é um recurso estratégico que ocupa mais de um terço do território nacional”.
Autoridades reforçam apelo à prevenção
Perante este cenário, a GNR apela ao cumprimento rigoroso das regras relativas ao uso do fogo.
A força de segurança alerta para a necessidade de “nunca realizar queimas ou queimadas sem o prévio registo nas plataformas oficiais ou autorização das autoridades locais”.
Recomenda ainda evitar o uso do fogo em condições meteorológicas adversas e garantir a completa extinção das queimas.
Vigilância contínua para proteger território
A GNR garante que continuará a atuar de forma firme na prevenção e fiscalização.
“A segurança das populações e a preservação do futuro de Portugal dependem da consciência de cada cidadão”, refere a instituição.
A atuação será assegurada pelo Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA), que se manterá “vigilante e firme na identificação de comportamentos que coloquem em risco a segurança coletiva”.
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