Portugal é conhecido pela sua pastelaria rica e diversificada, com receitas que atravessam séculos e fronteiras. Mas nem todos os doces nacionais parecem conquistar o mesmo número de admiradores. De acordo com o TasteAtlas, um dos mais populares guias gastronómicos online, há oito iguarias portuguesas que se destacam por serem as menos apreciadas entre os utilizadores do site. Curiosamente, nenhuma delas é originária do Algarve.
Segundo o mesmo portal, a lista resulta da análise de 2.773 avaliações registadas até 18 de setembro de 2025, das quais 2.044 foram consideradas legítimas. Os rankings têm por base as classificações e opiniões do público, sendo filtradas as votações automáticas ou influenciadas por nacionalismo culinário.
Do formato simbólico de Amarante às Tíbias de Braga
Entre os doces menos bem classificados estão os Bolos de São Gonçalo, originários de Amarante. Conhecidos pelo seu formato fálico, fazem parte das festividades em honra do santo padroeiro da cidade, celebradas a 10 de janeiro e no primeiro fim de semana de junho. Estes bolos, recorda o TasteAtlas, têm uma presença tradicional e inconfundível nas ruas durante as festas populares.
Logo a seguir surgem as Tíbias de Braga, feitas com uma massa crocante polvilhada com açúcar e recheada com creme de confeiteiro. O recheio pode variar, incluindo sabores, como banana, framboesa, avelã, caramelo ou até cappuccino, escreve o guia gastronómico.
Cavacas e Tortas de Guimarães na lista
Outra presença na lista são as Cavacas, doces leves e ocos, preparados com farinha, óleo e ovos, e cobertos com uma camada de glacé. De acordo com a mesma fonte, este doce é popular em várias regiões, incluindo Viseu.
As Tortas de Guimarães, com a sua forma de meia-lua e massa folhada, também figuram entre as menos votadas. Tradicionalmente criadas pelas freiras do Convento de Santa Clara, são recheadas com uma mistura de amêndoa, gema de ovo, açúcar e doce de gila.
Clássicos de natal e doces conventuais
As Filhós, presença obrigatória nas mesas de Natal portuguesas, aparecem igualmente neste ranking. São feitas a partir de uma massa levedada enriquecida com sumo de laranja, refere o portal online.
Também os Pastéis de Santa Clara, originários de Coimbra, surgem na lista. Segundo a mesma fonte, estes doces de massa fina e crocante combinam um recheio de amêndoa e gema de ovo, tendo sido criados no Convento de Santa Clara.
Do salgado ao conventual: Pastel de Chaves e Jesuítas
Entre as oito iguarias apontadas, há ainda espaço para um salgado: o Pastel de Chaves. Criado em 1862 por Teresa Feliz Barreira, fundadora da Casa do Antigo Pasteleiro, é feito com massa folhada e recheado com carne de vaca moída, pão e cebola. A receita original manteve-se exclusiva durante 75 anos, até ser replicada por outras pastelarias na década de 1940, explica o site.
A fechar a lista estão os Jesuítas, de formato triangular e massa folhada, cobertos com uma camada de doce de ovos. Segundo a mesma fonte, a sua origem remonta aos conventos e são hoje facilmente encontrados em pastelarias de todo o país.
Apesar de o ranking destacar as sobremesas que menos agradam ao público, o TasteAtlas continua a colocar a pastelaria portuguesa entre as mais ricas do mundo. O mesmo portal tinha recentemente incluído uma receita nacional no top 5 das melhores sobremesas com café.
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