Aos 40 anos, e numa fase em que continua a competir ao mais alto nível, Cristiano Ronaldo continua a ser notícia também fora das quatro linhas: na gastronomia, é o Bacalhau à Brás, prato português que várias publicações internacionais descrevem como uma escolha “inesperada” na sua rotina.
O avançado mantém-se como figura central no Al Nassr FC, num contexto competitivo exigente da Saudi Pro League, e é precisamente essa longevidade que alimenta a curiosidade em torno dos seus hábitos de treino, descanso e alimentação.
A ideia de chegar a FIFA World Cup 2026 com condições para ajudar a Portugal national football team tem sido apontada, em notícias recentes, como uma ambição que continua em cima da mesa — e que volta a colocar o foco na disciplina do internacional português.
O prato “inesperado” numa dieta rigorosa
Ronaldo é frequentemente descrito como alguém que segue uma alimentação regrada, com preferência por refeições ricas em proteína e pouca tolerância para excessos — um perfil que, segundo a imprensa britânica, inclui evitar alimentos ultraprocessados, açúcar em excesso e álcool.
Ainda assim, a mesma cobertura destaca um prato que foge ao imaginário de “dieta de atleta” por ser um clássico de casa: o Bacalhau à Brás, feito com bacalhau, cebola, batata e ovo, e associado a memórias de infância e à cozinha familiar.
Numa peça citada pela SportBible, surge até uma frase atribuída ao jogador — “lembra-me da minha infância e mantém-me forte” — usada para explicar por que razão o prato continua a ter lugar na rotina, apesar do treino intenso e do controlo alimentar.
O que é, afinal, o Bacalhau à Brás
Na versão mais comum, a receita junta bacalhau desfiado a cebola salteada e batata em palha, envolvendo tudo em ovos mexidos e terminando com salsa e azeitonas, um equilíbrio de sabor e textura que ajudou a torná-la uma das formas mais populares de cozinhar bacalhau em Portugal.
Quanto à origem, não há uma data “fechada”, mas a versão mais repetida aponta para Lisboa, no final do século XIX, atribuída a um taberneiro do Bairro Alto conhecido como Brás (ou Braz), sublinhando que a história exata permanece incerta.
Com o tempo, o prato ganhou variações: há versões mais leves, leituras de chefs e adaptações caseiras que mexem na batata, no azeite ou na quantidade de cebola, mas a base mantém-se reconhecível e continua a ser a mais pedida.
Onde provar e o que se sabe sobre a “receita da família”
A pergunta “onde se pode comprar?” apareceu em artigos internacionais recentes, com a ideia de que o prato está disponível num espaço ligado ao universo CR7 em Lisboa. Nesse contexto, o Pestana CR7 Lisboa refere, na sua informação oficial, que no bar/restaurante da unidade “o famoso Bacalhau à Brás é obrigatório”.
Na carta do Inverse by CR7, o Bacalhau à Brás surge mesmo listado entre os pratos principais, com preço indicado (19€), o que confirma que a receita faz parte da oferta do espaço.
Quanto à ideia de ser “a receita da mãe”, trata-se de um detalhe que aparece em textos de imprensa e conteúdos virais, e que deve ser lido como uma alegação mediática, não como um dado oficialmente documentado em todas as fontes. O que é seguro afirmar é que, entre mito, memória e marketing, o Bacalhau à Brás continua a funcionar como símbolo: um prato simples que ajuda a contar uma história de identidade portuguesa à mesa, mesmo quando o protagonista vive e joga fora do país.
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