A costa portuguesa está repleta de praias de beleza reconhecida, muitas delas acessíveis apenas por quem está disposto a enfrentar terrenos menos óbvios. Com o verão em força, multiplicam-se as imagens partilhadas nas redes sociais de areais escondidos, águas límpidas e paisagens de cortar a respiração. Mas há uma dessas praias onde a aventura começa muito antes de se ver o mar e o acesso pode ser perigoso nos dias de chuva.
A poucos quilómetros de Sintra, mais precisamente junto ao Cabo da Roca, encontra-se uma das praias mais enigmáticas e isoladas do país. A Praia da Ursa é frequentemente referida como uma das mais bonitas do mundo, mas é também uma das menos acessíveis.
Um nome que nasceu da lenda
De acordo com o site Vaga Mundos, o nome da praia advém de uma lenda antiga. Conta-se que, nos tempos glaciais, uma ursa vivia naquela zona com os seus filhos.
Quando os deuses ordenaram a retirada dos animais da costa, a ursa recusou-se a sair. Por castigo, terá sido transformada em pedra, tal como os seus filhos, hoje visíveis como as imponentes rochas que dominam o areal.
Segundo a mesma fonte, estas formações deram origem ao nome da praia, cujas linhas robustas e isoladas a distinguem na paisagem atlântica.
Um trilho exigente e não sinalizado
Escreve o site Praia Info que o percurso até à Praia da Ursa, embora relativamente curto, cerca de 2,6 km (ida e volta), é fisicamente exigente. A descida, particularmente nos últimos 400 metros, exige atenção redobrada.
Refere a mesma fonte que o trilho não está devidamente assinalado, o que pode dificultar a navegação de quem visita o local pela primeira vez.
A ausência de sinalização formal e a inclinação da encosta tornam este acesso pouco adequado para crianças, pessoas com mobilidade reduzida ou visitantes sem calçado apropriado.
Uma praia sem vigilância
De acordo com o Visit Portugal, a Praia da Ursa é considerada selvagem. Isso significa que não dispõe de qualquer apoio de vigilância ou infraestruturas de socorro.
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Conforme a mesma publicação, o local é frequentado por naturistas e visitantes que procuram tranquilidade. A ausência de multidões resulta diretamente da dificuldade de acesso, tornando-a apelativa para quem procura isolamento.
A beleza que desafia
Explica o blog Vaga Mundos que, apesar dos riscos associados, o esforço é amplamente recompensado pela paisagem natural envolvente. O contraste entre a vegetação rasteira, o azul do mar e os recortes das rochas gera um cenário muito fotografado por viajantes nacionais e estrangeiros.
Muitos dos visitantes referem a vista do cimo da falésia como um dos pontos altos da experiência.
Não é recomendada em dias de chuva
De acordo com o Vaga Mundos, a descida até ao areal torna-se perigosa com o piso molhado. A recomendação é clara: evitar visitar o local em dias de chuva ou instabilidade climática.
Sublinha a mesma fonte que, em caso de escorregamento ou queda, o resgate pode ser demorado devido à ausência de acessos rodoviários diretos.
Um lugar para quem gosta de caminhar
O percurso mais aconselhado começa junto à estrada que conduz ao Cabo da Roca. Acrescenta a publicação que este trilho é o mais direto, embora continue a requerer alguma experiência em caminhada.
A recomendação é levar calçado antiderrapante, protetor solar, água e evitar o transporte de cargas pesadas.
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