No início dos anos 2000, uma herdade abandonada que se encontra numa península no Alentejo foi recuperada por um arquiteto português, que preservou a traça original e transformou o espaço num turismo rural que se mantém ativo. Agora, procura-se um novo dono capaz de dar continuidade ao projeto.
A propriedade localiza-se na zona de Elvas, no Alentejo e está à venda por 3,3 milhões de euros. Segundo o portal NiT, toda a área construída já existia antes da aquisição e foi reabilitada, incluindo uma ermida manuelina do século XVI que, à época, estava praticamente reduzida a uma parede. O trabalho devolveu-lhe a estrutura e o carácter arquitetónico típicos da região.
Da reabilitação à abertura como turismo rural
A herdade abriu portas em meados de 2004. Segundo a mesma fonte, o proprietário, que prefere manter a identidade reservada, decidiu vender o imóvel devido à idade avançada e à impossibilidade de continuar a gerir o espaço.
Com 32 hectares, o terreno inclui uma casa principal licenciada para turismo rural, composta por nove suites, salão com lareira, cozinha rústica e alpendre panorâmico. Há ainda uma casa de apoio ocupada pelos caseiros, a ermida restaurada, espaço para eventos com balneários e salão, bem como garagem. A propriedade é rodeada por sobreiros, pinheiros-mansos e oliveiras.
Uma localização única junto à água
Escreve a NiT que a herdade se situa numa península junto à Barragem do Caia, considerada a maior albufeira do distrito de Portalegre. As regras atuais já não permitem construção tão próxima da margem, tornando o imóvel numa oportunidade difícil de replicar.
A decoração foi pensada com inspiração no universo da pesca, em harmonia com a paisagem. Refere a mesma fonte que móveis e paleta de cores seguem o estilo típico alentejano, enquanto vários detalhes interiores, como candeeiros em forma de redes ou uma parede que imita escamas, remetem para a temática náutica.
Um mercado em transformação
Os hóspedes podem usufruir de um salão com vista para o lago e de uma área exterior para refeições nos dias de verão, além de caminhadas pela propriedade. A herdade está à venda por 3,3 milhões de euros e as propostas mais sólidas recebidas até agora são de compradores nacionais.
Além da venda, o atual proprietário admite disponibilizar a propriedade para arrendamento temporário a projetos culturais ou de turismo de curta duração, desde que estes mantenham a preservação do espaço e respeitem a sua identidade histórica.
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