A invasão de um hostel no centro de Lisboa, durante a madrugada de sábado, 24 de janeiro, voltou a colocar em evidência a vulnerabilidade de alojamentos turísticos e a resposta da justiça a crimes reincidentes. Um casal arrombou a porta de um edifício na rua Carlos Mardel e entrou nos quartos com o objetivo de furtar objetos de valor, surpreendendo hóspedes enquanto dormiam.
O episódio terminou com a detenção dos suspeitos no interior do espaço, após o alerta dado por um hóspede que conseguiu fugir e contactar a polícia, mas a decisão judicial tomada horas depois viria a marcar o desfecho imediato do caso.
Alerta dado em estado de choque
De acordo com o jornal Correio da Manhã, um dos hóspedes acordou durante a noite e deparou-se com um homem encapuzado ao lado da cama, numa situação que o levou a abandonar o quarto e a fugir para a rua em pânico. Segundo a mesma fonte, o cliente encontrou agentes da PSP na zona da Alameda, que acionaram de imediato uma brigada de Investigação Criminal para responder à ocorrência.
Escreve o jornal que os agentes se deslocaram rapidamente ao hostel, onde acalmaram a vítima antes de entrarem no edifício para averiguações. Acrescenta a publicação que, com base nas descrições fornecidas, a polícia localizou o casal noutro quarto, onde remexia pertences em busca de objetos de valor com a intenção de os furtar.
Regresso que já era conhecido
As forças de segurança perceberam no local que o homem já conhecia o espaço, uma vez que tinha consigo um molho de chaves do hostel, furtadas numa ocasião anterior. Desta vez as chaves não permitiram o acesso porque os proprietários tinham mudado as fechaduras, o que levou o suspeito a arrombar a porta para entrar no edifício.
O homem, de 30 anos, tem um historial criminal ligado a roubos e furtos em residências e já cumpriu pena de prisão por crimes semelhantes. Por sua vez, a mulher, de 21 anos, não tinha antecedentes criminais conhecidos até este episódio, apesar de ter sido detida em flagrante juntamente com o companheiro.
Decisão tomada pelo tribunal
Destaca o Correio da Manhã que ambos foram presentes a primeiro interrogatório judicial, após a detenção pela PSP, tendo o tribunal optado mantê-los em liberdade.
Acrescenta a publicação que os arguidos ficaram sujeitos à medida de apresentações semanais às autoridades, apesar de o tribunal ter conhecimento de que o homem não era estreante neste tipo de crimes.
















