Na hora de escolher o bolo de Natal, a tradição pode já não ser o único fator a influenciar a decisão. A diferença de preços entre os dois é significativa e, segundo a DECO PROteste, pode chegar aos quatro euros por quilo. De acordo com a mesma fonte, o bolo-rei encontra-se à venda nos supermercados a partir de oito euros por quilo, enquanto o bolo-rainha tende a ser mais caro, sobretudo nas pastelarias e padarias de bairro.
O Natal aproxima-se e, para muitos consumidores, perceber o que justifica estas diferenças de preço de bolo pode ajudar a equilibrar o orçamento das festas.
A organização de defesa do consumidor refere que o preço do bolo-rei nos hipermercados começa nos oito euros por quilo, subindo para valores mínimos de 13 euros nas pastelarias tradicionais.
Segundo a publicação, o bolo-rainha, apesar de igualmente calórico, apresenta frequentemente preços mais elevados, podendo a diferença entre os dois chegar aos quatro euros, dependendo do local de compra.
O bolo-rainha ganha em sabor para muitos, mas perde no preço
A DECO PROteste lembra que o bolo-rainha surgiu como alternativa para quem não aprecia fruta cristalizada. Segundo a mesma fonte, existem hoje várias versões, desde os bolos de frutos secos com ou sem gila às variações com chocolate, castanha ou até farinha de alfarroba.
Mas a diversidade tem um custo: estes ingredientes tornam o bolo-rainha mais caro do que o bolo-rei tradicional.
De acordo com a publicação, as pastelarias vendem bolo-rainha a partir de 13 euros por quilo, com alguns exemplares a ultrapassar os 30 euros. A complexidade dos ingredientes e o aumento da procura explicam, em parte, estes valores.
A organização sublinha também que quem optar por versões sem glúten encontrará preços entre 22,50 euros e 25 euros por quilo, tanto para bolo-rei como para bolo-rainha, refletindo o custo acrescido das farinhas alternativas.
Ingredientes, local de compra e tradição continuam a influenciar o preço
A DECO PROteste lembra que o local de compra continua a ser determinante: os hipermercados oferecem preços mais competitivos, mas muitas famílias preferem as pastelarias de bairro, associando-lhes maior qualidade e produção artesanal.
Segundo a mesma fonte, são os ingredientes que acabam por ditar o valor final, sobretudo no caso do bolo-rainha, onde a presença de frutos secos, praliné, pinhões ou outros elementos mais caros encarece a produção.
Atenção ao brinde, um detalhe que não pode falhar
A organização deixa ainda um alerta importante. O brinde, quando incluído, deve vir bem embrulhado e distinguível do alimento. Segundo a DECO PROteste, deve ser fabricado de forma a não representar risco de asfixia ou perfuração, garantindo assim segurança para todos os consumidores, sobretudo os mais jovens.
Com a aproximação da época festiva, e perante um mercado cada vez mais diversificado, a escolha entre bolo-rei e bolo-rainha continua a depender do paladar, mas agora também da carteira. E, pelos números, a preferência pelo bolo-rainha pode pesar mais no orçamento familiar do que muitos imaginam.
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