A ASAE apreendeu 2.425 litros de azeite falsificado na área metropolitana do Porto, depois de identificar a venda de óleo alimentar rotulado como azeite virgem extra. A operação estendeu-se ainda a Bragança, onde foram encontrados mais 14.920 litros com irregularidades de rotulagem, reforçando as suspeitas sobre a dimensão da prática.
De acordo com o jornal A Verdade, a operação foi conduzida pela Brigada de Práticas Fraudulentas da Unidade Regional do Norte, com o objetivo de travar a fraude alimentar num período em que o azeite tem registado forte valorização.
Segundo a mesma fonte, além do produto adulterado, foram também confiscados 1.217 rótulos falsificados destinados a conferir legitimidade ao óleo apresentado como azeite.
Escreve o jornal que a investigação não se limitou ao perímetro urbano do Porto. Numa unidade industrial em Bragança, dedicada à produção e comercialização de óleos alimentares, foram apreendidos mais 14.920 litros devido a irregularidades detetadas na rotulagem. Acrescenta a publicação que esta etapa permitiu consolidar indícios relevantes para o processo em curso.
Processo-crime e análises laboratoriais em marcha
Na sequência desta operação foi instaurado um processo-crime por fraude sobre mercadorias. Toda a documentação necessária foi recolhida para efeitos probatórios, de forma a sustentar os elementos já identificados pela fiscalização.
Foram recolhidas três amostras do produto apreendido, destinadas a análises físico-químicas e sensoriais no Laboratório de Segurança Alimentar da ASAE. Esta etapa permitirá confirmar a natureza da adulteração e enquadrar de forma definitiva a infração detetada.
ASAE deixa alerta aos consumidores
Após as apreensões, o jornal A Verdade indica que a ASAE emitiu um alerta público dirigido aos consumidores. A autoridade recomenda atenção redobrada perante preços muito abaixo do expectável, uma vez que valores inesperadamente baixos podem sugerir que o produto não corresponde ao anunciado.
Este tipo de fraude assenta, muitas vezes, na utilização de óleo alimentar rotulado como azeite virgem extra, conduzindo o consumidor a interpretações erradas.
Acrescenta a publicação que a prevenção depende também de uma leitura cuidadosa da informação presente nos rótulos e da comparação entre preços praticados no mercado.
















