As fraudes em caixas Multibanco com dispositivos de clonagem já têm zonas identificadas em Portugal onde o risco é mais elevado. Lisboa, Porto, Algarve, Baixo Alentejo e Viana do Castelo são as regiões onde os casos têm sido mais frequentes, alertam as autoridades. Estes locais concentram grande parte das ocorrências, sobretudo em caixas isoladas e pouco vigiadas, onde os burlões conseguem instalar equipamentos para capturar dados bancários.
As regiões mais afetadas pelas fraudes
De acordo com a Polícia Judiciária, as áreas metropolitanas de Lisboa e Porto lideram a lista dos locais com maior número de tentativas de clonagem, resultado da elevada circulação de pessoas e da quantidade de caixas disponíveis.
O Algarve, especialmente em zonas turísticas e em épocas de maior afluência, também apresenta uma incidência considerável de fraudes, o que justifica um reforço na atenção dos utilizadores.
Por outro lado, localidades do Baixo Alentejo, como Beja e Serpa, têm registado casos preocupantes nos últimos meses, enquanto Viana do Castelo surge também como uma zona vulnerável.
Como funcionam os dispositivos de clonagem
Segundo a Associação Portuguesa de Bancos, estes dispositivos, conhecidos por “skimmers”, são instalados nas caixas automáticas para copiar a banda magnética dos cartões.
Muitas vezes são acompanhados por pequenas câmaras que gravam o código PIN introduzido pelo utilizador. Estes equipamentos podem ser muito difíceis de detectar, pelo que o cuidado e a inspeção visual das máquinas antes da utilização são fundamentais para evitar ser vítima de fraude.
Recomendações para proteger os seus dados
A Polícia Judiciária aconselha que os utilizadores optem por caixas Multibanco instaladas no interior das agências bancárias, pois são menos suscetíveis a estas manipulações.
Cobrir o teclado com a mão ao digitar o PIN, verificar se o equipamento apresenta alterações no aspeto e monitorizar regularmente os movimentos da conta bancária são outras medidas simples que podem prevenir prejuízos. Em caso de suspeita, deve contactar imediatamente o banco para bloquear o cartão e evitar levantamentos indevidos.
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