A Ryanair decidiu terminar o programa de subscrições que garantia descontos, reserva gratuita de lugares e seguro de viagem a clientes frequentes. A empresa lançou o serviço há oito meses, mas a adesão superou as previsões e os custos ultrapassaram as receitas. A companhia lowcost vai manter os benefícios apenas para quem já aderiu, embora não aceite novos registos.
De acordo com o jornal britânico The Guardian, o programa registou 55.000 clientes, que permitiram à transportadora arrecadar 4,4 milhões de euros. Segundo a mesma fonte, os benefícios atribuídos tiveram um custo superior a 6 milhões de euros, ultrapassando largamente o valor obtido com as subscrições. Esta diferença levou ao cancelamento da iniciativa e à revisão da estratégia comercial associada ao programa.
Oito meses chegaram para mudar o plano
O serviço “Prime” foi apresentado com um conjunto de vantagens destinado a passageiros habituais. Por 79 euros anuais, os subscritores podiam reservar até 12 voos com descontos e sem custos adicionais em marcação de assentos, além de cobertura de seguro de viagem incluída.
Escreve o jornal que o volume de utilização destas vantagens acabou por gerar perdas financeiras para a companhia, contrariando o objetivo inicial de captação de clientes com maior regularidade de viagens.
“Custa mais dinheiro do que aquele que gera. Este nível de receitas de subscrição não justifica o tempo e o esforço necessários para lançar vendas mensais exclusivas de assentos ‘Prime’”, declarou o diretor de marketing da Ryanair, Dara Brady. Acrescenta a publicação que esta declaração reforça a conclusão de que o programa não era sustentável no modelo apresentado, o que levou à sua suspensão.
Quem já aderiu mantém vantagens durante mais um ano
Refere a mesma fonte que a decisão de pôr termo ao programa não afeta imediatamente quem já tinha subscrição ativa. Estes passageiros poderão continuar a usufruir dos benefícios até outubro do próximo ano. A empresa esclarece que novos clientes deixam de poder inscrever-se, marcando assim o encerramento formal do “Prime”.
Explica o The Guardian que o programa foi lançado em fevereiro deste ano na União Europeia e no Reino Unido. O pacote comercial pretendia criar uma base de clientes regulares, mas a relação custo-benefício revelou-se desfavorável. O número elevado de passageiros recorrentes implicou um gasto mais elevado em vantagens atribuídas do que o esperado, o que contribuiu para a decisão de encerramento.
Companhia mantém campanhas sazonais
Com o fim do programa, a Ryanair mantém vendas regulares e campanhas sazonais, mas retira da oferta uma modalidade pensada para utilizadores frequentes. A evolução da política comercial poderá voltar a ser ajustada no futuro, mas sem previsão de substituição direta ao serviço entretanto descontinuado.
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