O futuro promissor de um aluno de excelência em Matemática Aplicada foi brutalmente interrompido num cenário de violência extrema que chocou a comunidade de Alverca do Ribatejo. O que começou como um desentendimento financeiro entre um jovem casal acabou por revelar uma frieza atroz por parte da ex-companheira da vítima. Pedro Ricardo, um jovem estudante cujas notas lhe garantiam lugar no quadro de honra, foi atraído para uma armadilha fatal que o levou ser assassinado estando em causa a quantia monetária de 30 euros.
A tragédia desenrolou-se após uma troca de mensagens ameaçadoras onde a sentença de morte foi anunciada com um dia de antecedência. O Correio da Manhã detalha os contornos deste homicídio ocorrido a 5 de fevereiro de 2024, expondo a futilidade do motivo: uma dívida de apenas 30 euros.
A jovem Iara, ex-namorada de Pedro, não se conformou com o facto de este ter ficado com o dinheiro no dia anterior e decidiu fazer justiça pelas próprias mãos. Para tal, enviou uma mensagem explicícita ao rapaz dizendo que ele iria morrer no dia seguinte e convocou quatro amigos para concretizarem a vingança.
A encomenda do crime por tuta e meia
As instruções dadas por Iara aos seus comparsas revelaram um desprezo total pela vida humana, conforme ficou provado em tribunal. A jovem deu carta branca ao grupo para agredir o antigo companheiro, proferindo a frase arrepiante: “Podem fazer o que quiserem. Se quiserem matá-lo… Podem deixá-lo a dormir no chão”.
Indica a mesma fonte que a emboscada foi premeditada e executada com superioridade numérica. Pedro Ricardo foi cercado pelos quatro indivíduos armados com facas, sem qualquer hipótese de defesa perante a fúria do grupo instigado pela rapariga.
Emboscada fatal na estrada nacional
O ataque consumou-se na berma da Estrada Nacional 10, onde o jovem estudante tentou desesperadamente fugir dos agressores. Apesar da tentativa de evasão, Pedro foi alcançado e sujeito a agressões físicas violentas, incluindo murros e pontapés em todo o corpo.
Explica a referida fonte que o golpe fatal foi desferido com uma faca que perfurou o pulmão da vítima. O acórdão do tribunal descreve o ato como cobarde, sublinhando que Pedro foi atingido quando já estava no chão, de costas, a tentar levantar-se numa posição de total indefesa.
Juízes implacáveis com a frieza dos arguidos
O Tribunal de Loures condenou os envolvidos a penas pesadas, entre os 18 e os 20 anos de prisão, uma decisão que foi recentemente confirmada pelo Tribunal da Relação de Lisboa. As defesas tentaram alegar o regime especial para jovens, dado que alguns tinham apenas 18 anos, mas os magistrados recusaram categoricamente essa atenuação.
Como diz o Correio da Manhã, “os juízes são arrasadores para os homicidas” e justificaram a dureza das penas com a elevada frieza de ânimo demonstrada pelos arguidos, considerando que o crime não foi fruto de imaturidade, mas sim de uma maldade profunda. O coletivo salientou ainda que nenhum dos homicidas demonstrou qualquer empatia ou arrependimento pela morte de Pedro Ricardo.
O último adeus doloroso
Para além das penas de prisão efetiva, os condenados terão de pagar uma indemnização de 170 mil euros aos pais da vítima. O tribunal reconheceu o sofrimento atroz do jovem nos seus últimos instantes, referindo que Pedro teve consciência de que iria morrer e sentiu a aflição do fim próximo.
Explica ainda o Correio da Manhã que três dos jovens foram detidos pela PSP logo no dia do crime com as roupas cobertas de sangue, após serem avistados por testemunhas. Iara e outra cúmplice foram capturadas meses mais tarde, estando agora todos a cumprir pena pelo assassinato que custou a vida a um jovem brilhante.
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